O Planeta Sustentável é um movimento de comunicação que promove a discussão de idéias inovadoras nas áreas de ambiente, urbanismo, políticas públicas e responsabilidade corporativa. Participam dele 36 revistas de grande circulação da Editora Abril e seus sites respectivos. O movimento elabora eventos e edita publicações próprias, como o Manual de Etiqueta 2.0, que tráz dicas de como incorporar a sustentabilidade a seu dia a dia. O site www.planetasustentavel.com.br recebe visita de mais de 200 mil internautas interessados em 3,5 mil reportagens, entrevistas, resenhas de livros e vídeos, planos de aula e mídias interativas, reunidas pelo movimento. O Planeta Sustentável entra agora em seu terceiro ano. Conta com o apoio de seis empresas parceiras e de um grupo de conselheiros. Nosso objetivo é levar discussão da sustentabilidade ao grande público. O futuro se faz agora.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O Movimento Planeta Sustentável
O Planeta Sustentável é um movimento de comunicação que promove a discussão de idéias inovadoras nas áreas de ambiente, urbanismo, políticas públicas e responsabilidade corporativa. Participam dele 36 revistas de grande circulação da Editora Abril e seus sites respectivos. O movimento elabora eventos e edita publicações próprias, como o Manual de Etiqueta 2.0, que tráz dicas de como incorporar a sustentabilidade a seu dia a dia. O site www.planetasustentavel.com.br recebe visita de mais de 200 mil internautas interessados em 3,5 mil reportagens, entrevistas, resenhas de livros e vídeos, planos de aula e mídias interativas, reunidas pelo movimento. O Planeta Sustentável entra agora em seu terceiro ano. Conta com o apoio de seis empresas parceiras e de um grupo de conselheiros. Nosso objetivo é levar discussão da sustentabilidade ao grande público. O futuro se faz agora.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A indústria do plástico reage à campanha “Saco é um saco”
A indústria do plástico reage à campanha “Saco é um saco”
Plásticos podem ser bons, mas as sacolinhas plásticas não são, e significam um passivo ambiental que legamos para muitas gerações
Por Samyra Crespo*

Mudar hábitos e padrão de consumo não é tarefa fácil nem ocorre por “geração espontânea”, repentinamente, sem que algum fator novo surja no cenário e nos motive a agir de modo diferente. O fator novo é a crise ambiental, sem precedentes, e a consciência ecológica que vem aumentando no mundo inteiro, como mostram várias pesquisas. Como conseqüência, aumenta a disposição de todos os setores sociais de contribuírem para uma solução coletiva para os problemas criados pelo modelo atual de apropriação dos recursos naturais e dos bens ambientais.
Este modelo, baseado na falsa abundância de recursos e na energia fóssil, mostra-se totalmente descolado dos limites que a natureza apresenta seja para fornecer matéria prima ou “serviços ambientais”, seja para assimilar os dejetos e/ou resíduos que produzimos. Capacidade de reposição de estoques e assimilação “natural” de resíduos faz parte hoje da nossa alfabetização ecológica e dos necessários limites que devemos impor às nossas expectativas exageradas de consumo coletivo e individual.
Muitas vezes, resolvemos os problemas dos resíduos com algum tipo de tecnologia mitigadora, como foi o caso dos filtros que mudaram, a partir dos anos 70, a paisagem das chaminés e suas fumaças negras, emblemáticas de um capitalismo selvagem que pouco ligava para a contaminação que causavam as fábricas nas zonas industriais e depois nas grandes cidades, tornando o ar irrespirável para milhões de pessoas.
O caso das sacolas plásticas, hoje em dia, também é emblemático e característico de um consumo exacerbado e irresponsável. Não vou repetir aqui os conhecidos argumentos que temos contra o uso indiscriminado, excessivo, escandaloso de sacolas plásticas no mundo e no Brasil. Os números falam por si: 12 bilhões de sacolas são utilizadas anualmente pelos brasileiros. Uma única rede de varejo de grande porte distribui por mês cerca de 100 milhões de sacolas. Além dos supermercados, temos as abundantes e gratuitas sacolinhas distribuídas pelas farmácias, padarias, lojas diversas e até mesmo bancas de jornais. Acumuladas nos lixões ou nos “aterros sanitários”, ou voejando como morcegos anêmicos pelas ruas, calçadas e praças, redes elétricas, as sacolas plásticas nos vitimam pelo “efeito bumerangue”, se voltam contra nós, e imprimem uma presença nefasta em enchentes, matança de animais marinhos e danos à paisagem.
Assim que o Ministério do Meio Ambiente lançou em junho de 2009 a campanha “Saco é um Saco” alertando a população para o problema, convidou cada cidadão para usar seu poder de consumidor e fazer uso consciente das sacolinhas plásticas; a indústria do plástico reagiu imediatamente: colocou na televisão uma campanha simpática para dizer que “plástico é legal”, que a sua adoção significou um inegável progresso, que não podemos viver sem ele (o plástico).
Plástico é legal? Pode ser sim, mas sacolinha plástica definitivamente não é. Enquanto não houver— e não há no momento — solução para uma destinação correta do pós-consumo, as sacolinhas plásticas significam um flagelo, um passivo ambiental que legamos para muitas e muitas gerações.
Não podemos viver sem as sacolinhas plásticas? Eis uma sentença duvidosa, uma vez que cidades como a rica Toronto, no Canadá, e a pobre Daca, capital do Bangladesh, baniram o uso das sacolinhas; na África, a paupérrima Tanzânia também as proibiu. A China recentemente adotou a política de cobrar pelas sacolinhas, um contra-incentivo ao seu uso.
Supermercados, como é o caso do Carrefour, no Brasil, com mais de 500 pontos de venda, já não usam sacolas plásticas no seu país de origem, a França — e o Carrefour também definiu a meta de reduzir 50% do volume que distribui até 2013. Só não “zera” a distribuição agora porque “o consumidor quer o saco plástico”.
No “Dia do Consumidor Consciente”, o último 15 de Outubro, o Carrefour liderou, no setor, o movimento de adesões à campanha do MMA “Um dia sem sacolas plásticas”, oferecendo aos seus consumidores sacolas retornáveis. Outras redes igualmente grandes seguiram o mesmo tipo de atitude. Por que será que as grandes redes de supermercado, que compram essas sacolas com centavos de dólar o milheiro, quase sempre em países asiáticos, estão desistindo das sacolinhas?
A resposta é simples e tem lógica de mercado, além da ética: cada vez mais imperará a chamada logística reversa, ou seja, um tipo de regulamentação ambiental que responsabiliza o produtor ou o distribuidor pela coleta e destinação correta de embalagens e produtos cuja vida útil terminou. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos (em vias de ser aprovada no Congresso) aponta claramente nessa direção. É uma tendência irreversível. Se os supermercados forem obrigados a recolher as sacolinhas plásticas, o que farão com elas? Além disso, será ético, sustentável, contribuir para o aumento desse passivo ambiental?
E como se posiciona o consumidor nesse contexto? Novamente, não é simples, pois sabemos que no nosso país é bastante comum a utilização da sacolinha plástica para acondicionar o lixo, sobretudo doméstico. É prático, confortável. Para quem, perguntamos? Como repetir diariamente esse comportamento sem nenhum questionamento? Tomamos, por acaso, remédio sem ligar para seus efeitos colaterais? O que fazer, perguntam os consumidores por meio dos sites de relacionamento que o MMA desenvolveu para a campanha? Como evitar o uso das sacolas?
Reduzir, recusar quando não for absolutamente necessário, é o primeiro passo.
Vamos debater, vamos ver se a sacolinha é mesmo necessária, ou apenas nos acostumamos a ela, sem fazer nenhuma conta das conseqüências. Vamos refletir sobre a quantidade de sacolinhas que utilizamos. Por que não exigir sacolas mais resistentes? Por que não separamos o lixo seco do molhado, facilitando a reciclagem das sacolas, hoje representando apenas 1%?
Gostaríamos de ter uma resposta confortável, definitiva, para cada consumidor aflito que nos consulta. Mas esta resposta não existe. Ela depende de decisão coletiva a favor de uma qualidade de vida que deveremos conquistar se desejamos um presente e futuro saudáveis.
* Samyra Crespo é Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
O Instituto Akatu está promovendo o concurso cultural Saco de Idéias . Conte em um vídeo o que você faz para reciclar, reduzir, recusar ou reutilizar as sacolas plásticas e participe.
Plásticos podem ser bons, mas as sacolinhas plásticas não são, e significam um passivo ambiental que legamos para muitas gerações
Por Samyra Crespo*

Mudar hábitos e padrão de consumo não é tarefa fácil nem ocorre por “geração espontânea”, repentinamente, sem que algum fator novo surja no cenário e nos motive a agir de modo diferente. O fator novo é a crise ambiental, sem precedentes, e a consciência ecológica que vem aumentando no mundo inteiro, como mostram várias pesquisas. Como conseqüência, aumenta a disposição de todos os setores sociais de contribuírem para uma solução coletiva para os problemas criados pelo modelo atual de apropriação dos recursos naturais e dos bens ambientais.
Este modelo, baseado na falsa abundância de recursos e na energia fóssil, mostra-se totalmente descolado dos limites que a natureza apresenta seja para fornecer matéria prima ou “serviços ambientais”, seja para assimilar os dejetos e/ou resíduos que produzimos. Capacidade de reposição de estoques e assimilação “natural” de resíduos faz parte hoje da nossa alfabetização ecológica e dos necessários limites que devemos impor às nossas expectativas exageradas de consumo coletivo e individual.
Muitas vezes, resolvemos os problemas dos resíduos com algum tipo de tecnologia mitigadora, como foi o caso dos filtros que mudaram, a partir dos anos 70, a paisagem das chaminés e suas fumaças negras, emblemáticas de um capitalismo selvagem que pouco ligava para a contaminação que causavam as fábricas nas zonas industriais e depois nas grandes cidades, tornando o ar irrespirável para milhões de pessoas.
O caso das sacolas plásticas, hoje em dia, também é emblemático e característico de um consumo exacerbado e irresponsável. Não vou repetir aqui os conhecidos argumentos que temos contra o uso indiscriminado, excessivo, escandaloso de sacolas plásticas no mundo e no Brasil. Os números falam por si: 12 bilhões de sacolas são utilizadas anualmente pelos brasileiros. Uma única rede de varejo de grande porte distribui por mês cerca de 100 milhões de sacolas. Além dos supermercados, temos as abundantes e gratuitas sacolinhas distribuídas pelas farmácias, padarias, lojas diversas e até mesmo bancas de jornais. Acumuladas nos lixões ou nos “aterros sanitários”, ou voejando como morcegos anêmicos pelas ruas, calçadas e praças, redes elétricas, as sacolas plásticas nos vitimam pelo “efeito bumerangue”, se voltam contra nós, e imprimem uma presença nefasta em enchentes, matança de animais marinhos e danos à paisagem.
Assim que o Ministério do Meio Ambiente lançou em junho de 2009 a campanha “Saco é um Saco” alertando a população para o problema, convidou cada cidadão para usar seu poder de consumidor e fazer uso consciente das sacolinhas plásticas; a indústria do plástico reagiu imediatamente: colocou na televisão uma campanha simpática para dizer que “plástico é legal”, que a sua adoção significou um inegável progresso, que não podemos viver sem ele (o plástico).
Plástico é legal? Pode ser sim, mas sacolinha plástica definitivamente não é. Enquanto não houver— e não há no momento — solução para uma destinação correta do pós-consumo, as sacolinhas plásticas significam um flagelo, um passivo ambiental que legamos para muitas e muitas gerações.
Não podemos viver sem as sacolinhas plásticas? Eis uma sentença duvidosa, uma vez que cidades como a rica Toronto, no Canadá, e a pobre Daca, capital do Bangladesh, baniram o uso das sacolinhas; na África, a paupérrima Tanzânia também as proibiu. A China recentemente adotou a política de cobrar pelas sacolinhas, um contra-incentivo ao seu uso.
Supermercados, como é o caso do Carrefour, no Brasil, com mais de 500 pontos de venda, já não usam sacolas plásticas no seu país de origem, a França — e o Carrefour também definiu a meta de reduzir 50% do volume que distribui até 2013. Só não “zera” a distribuição agora porque “o consumidor quer o saco plástico”.
No “Dia do Consumidor Consciente”, o último 15 de Outubro, o Carrefour liderou, no setor, o movimento de adesões à campanha do MMA “Um dia sem sacolas plásticas”, oferecendo aos seus consumidores sacolas retornáveis. Outras redes igualmente grandes seguiram o mesmo tipo de atitude. Por que será que as grandes redes de supermercado, que compram essas sacolas com centavos de dólar o milheiro, quase sempre em países asiáticos, estão desistindo das sacolinhas?
A resposta é simples e tem lógica de mercado, além da ética: cada vez mais imperará a chamada logística reversa, ou seja, um tipo de regulamentação ambiental que responsabiliza o produtor ou o distribuidor pela coleta e destinação correta de embalagens e produtos cuja vida útil terminou. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos (em vias de ser aprovada no Congresso) aponta claramente nessa direção. É uma tendência irreversível. Se os supermercados forem obrigados a recolher as sacolinhas plásticas, o que farão com elas? Além disso, será ético, sustentável, contribuir para o aumento desse passivo ambiental?
E como se posiciona o consumidor nesse contexto? Novamente, não é simples, pois sabemos que no nosso país é bastante comum a utilização da sacolinha plástica para acondicionar o lixo, sobretudo doméstico. É prático, confortável. Para quem, perguntamos? Como repetir diariamente esse comportamento sem nenhum questionamento? Tomamos, por acaso, remédio sem ligar para seus efeitos colaterais? O que fazer, perguntam os consumidores por meio dos sites de relacionamento que o MMA desenvolveu para a campanha? Como evitar o uso das sacolas?
Reduzir, recusar quando não for absolutamente necessário, é o primeiro passo.
Vamos debater, vamos ver se a sacolinha é mesmo necessária, ou apenas nos acostumamos a ela, sem fazer nenhuma conta das conseqüências. Vamos refletir sobre a quantidade de sacolinhas que utilizamos. Por que não exigir sacolas mais resistentes? Por que não separamos o lixo seco do molhado, facilitando a reciclagem das sacolas, hoje representando apenas 1%?
Gostaríamos de ter uma resposta confortável, definitiva, para cada consumidor aflito que nos consulta. Mas esta resposta não existe. Ela depende de decisão coletiva a favor de uma qualidade de vida que deveremos conquistar se desejamos um presente e futuro saudáveis.
* Samyra Crespo é Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
O Instituto Akatu está promovendo o concurso cultural Saco de Idéias . Conte em um vídeo o que você faz para reciclar, reduzir, recusar ou reutilizar as sacolas plásticas e participe.
A Hora do Lula

Caros amigos brasileiros, O Brasil tem um papel importante em pressionar os países ricos nas negociações climáticas de Copenhague, porém isto só irá acontecer se tivermos metas nacionais ambiciosas. Assine a petição para o Lula pedindo para ele apoiar um tratado forte, justo e vinculante em Copenhague. Ela será entregue para o Lula em mãos próxima segunda!
O tempo está acabando para as negociações finais da ONU em Copenhague para evitar uma catástrofe climática. O mundo precisa que o Brasil lidere com metas fortes de controle de emissões, mas o Presidente Lula está fortemente dividido num impasse entre ministros.
Nós só temos 10 dias até o Lula tomar uma decisão. Nós já vimos como milhares de mensagens de brasileiros pode influenciar as decisões do Lula – vamos pressioná-lo novamente para garantir que o Brasil seja um líder das mudanças climáticas.
A petição sera entregue ao Lula em pessoa esta segunda-feira dia 9 de novembro e nós precisamos de uma grande quantidade para balancear a pressão do lobby contra as metas! Assine a petição e divulgue para seus amigos:
http://www.avaaz.org/po/peticao_tictac_lula
A Dilma Rousseff disse após a reunião com o Lula que o Brasil terá um “esforço voluntário” o que é um enorme retrocesso nos compromissos anteriores do Brasil e considerando a necessidade de metas concretas para Copenhague. Há interesses fortes contra as metas principalmente de alguns segmentos dos setores agropecuário, energético e industrial que atuam dentro do governo brasileiro. Porém, a falta falta de consenso mostra que o Lula ainda está dividido e a voz da opinião pública pode fazer a diferença.
Em todo encontro internacional de chefes de estado o Lula tem demonstrado liderança e a vontade de apoiar uma solução climática forte em Copenhague. Porém, ele ainda não colocou as suas palavras em prática. O Plano Nacional de Mudanças Climáticas com metas fortes é a oportunidade do Lula liderar como exemplo pressionando os países ricos a levarem Copenhague a sério.
Segunda-feira será a nossa oportunidade de dizer para o Lula que precisamos de um tratado forte, mas antes disso precisamos de um número massivo de assinaturas para não fazer feio e mostrar que a sociedade civil brasileira se preocupa com as mudanças climáticas e querem que ele tome as decisões certas. Apóie esta campanha, assine a petição no link:
http://www.avaaz.org/po/peticao_tictac_lula
Com esperança,
Graziela, Luis, Alice, Paula, Benjamin, Ricken, Iain, Pascal, Veronique e toda a equipe Avaaz
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Ecofont
A agência holandesa Spranq criou a "Ecofont" - uma fonte desenvolvida para economizar a tinta que é utilizada quando imprimimos documentos em papel.
Após estudar várias formas buscando manter boa legibilidade, resolveram tirar pequenos círculos do interior da fonte Vera Sans, uma fonte open source que pode ser baixada gratuitamente e utilizada na sua casa, escritório ou empresa tanto no PC quanto no Mac. A fonte é capaz de economizar até 20% de tinta na impressão. Faça as contas e veja o quanto você consegue economizar.
Veja um exemplo da Ecofont abaixo:

Idéia compartilhada por Rafael Reinehr
Colméias, Idéias em Cooperação
Após estudar várias formas buscando manter boa legibilidade, resolveram tirar pequenos círculos do interior da fonte Vera Sans, uma fonte open source que pode ser baixada gratuitamente e utilizada na sua casa, escritório ou empresa tanto no PC quanto no Mac. A fonte é capaz de economizar até 20% de tinta na impressão. Faça as contas e veja o quanto você consegue economizar.
Veja um exemplo da Ecofont abaixo:

Idéia compartilhada por Rafael Reinehr
Colméias, Idéias em Cooperação
Los Angeles
Desperdiçar água em Los Angeles, EUA, pode custar caro ao esbanjador. Na cidade americana, ninguém mais pode molhar os gramados entre 9 e 16 horas nem gastar mais do que 15 minutos diários de rega. Lavar calçadas com mangueira nem pensar. Carros? Só se a mangueira tiver fechamento automático. Quem não cumprir a lei pode pagar uma multa de até 300 dólares.
Fonte: Revista Casa Claudia / Dezembro de 2008
Fonte: Revista Casa Claudia / Dezembro de 2008
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Construção Sustentável
"Quando o Problema mora ao Lado"
Artigo extraido da revista Arquitetura e Construção - Janeiro de 2009
Reportagem de Giuliana Capello
As cidades crescem em um território limitado. A cada prédio construido, um bairro ganha mais moradores, carros e demanda por serviços e equipamentos públicos. Embora urbanistas concordem que o adensamento seja positivo, a falta de planejamento põe tudo a perder: a chegada desordenada de empreendimentos afeta a paisagem urbana, o tráfego e as áreas verdes. Por isso, em 2001, o Estatuto da Cidade, uma lei federal, criou o Estatuto de Impacto de Vizinhança - que deve ser encomendado pela construtora a uma empresa especializada e entregue à prefeitura. O EIV avalia os impactos da construção e, se necessário, aponta as sugestões para contorná-los", explica Paulo Henrique Coelho, sócio da consultoria de Gestão de Vizinhança. Para Kazuo Nakano, urbanista do Instituto Pólis, a questão é implantar o edifício da melhor forma possível. "Mas até agora, poucas cidades regulamentaram o instrumento no Plano Diretor ou em lei específica", diz.
Em municípios paulistas como Ribeirão Preto, Santo André e São Bernardo do Campo, onde o Estudo de Impacto de Vizinhança está regulamentado, a população tem mais condições de participar do processo (consulte a prefeitura de sua cidade para obter mais informações). "Se o cidadão entende que um novo prédio pode trazer transtornos para ele ou para um bairro, deve exigir que à prefeitura que se faça o EIV", reforça Kazuo Nakano.
Em conjunto com ações do poder público, atitudes como essa podem melhorar muito a qualidade de vida nas cidades. Outro instrumento forte para alcançar esse objetivo seria o selo LEED, que certifica edifícios sustentáveis. Afinal, a sustentabilidade de um empreendimento também diz respeito à interferência que ele provoca no seu entorno. Mas, por enquanto, as exigências no selo mantém o foco nos impactos causados durante a obra. "Apenas a seleção do local é realmente considerada e conta mais pontos quando ocorre em uma área já suprida de infra-estrutura urbana", afirma Marcos Casado, gerente técnico do Greenbuilding Council Brasil, responsável pela certificação LEED.
Artigo extraido da revista Arquitetura e Construção - Janeiro de 2009
Reportagem de Giuliana Capello
As cidades crescem em um território limitado. A cada prédio construido, um bairro ganha mais moradores, carros e demanda por serviços e equipamentos públicos. Embora urbanistas concordem que o adensamento seja positivo, a falta de planejamento põe tudo a perder: a chegada desordenada de empreendimentos afeta a paisagem urbana, o tráfego e as áreas verdes. Por isso, em 2001, o Estatuto da Cidade, uma lei federal, criou o Estatuto de Impacto de Vizinhança - que deve ser encomendado pela construtora a uma empresa especializada e entregue à prefeitura. O EIV avalia os impactos da construção e, se necessário, aponta as sugestões para contorná-los", explica Paulo Henrique Coelho, sócio da consultoria de Gestão de Vizinhança. Para Kazuo Nakano, urbanista do Instituto Pólis, a questão é implantar o edifício da melhor forma possível. "Mas até agora, poucas cidades regulamentaram o instrumento no Plano Diretor ou em lei específica", diz.
Em municípios paulistas como Ribeirão Preto, Santo André e São Bernardo do Campo, onde o Estudo de Impacto de Vizinhança está regulamentado, a população tem mais condições de participar do processo (consulte a prefeitura de sua cidade para obter mais informações). "Se o cidadão entende que um novo prédio pode trazer transtornos para ele ou para um bairro, deve exigir que à prefeitura que se faça o EIV", reforça Kazuo Nakano.
Em conjunto com ações do poder público, atitudes como essa podem melhorar muito a qualidade de vida nas cidades. Outro instrumento forte para alcançar esse objetivo seria o selo LEED, que certifica edifícios sustentáveis. Afinal, a sustentabilidade de um empreendimento também diz respeito à interferência que ele provoca no seu entorno. Mas, por enquanto, as exigências no selo mantém o foco nos impactos causados durante a obra. "Apenas a seleção do local é realmente considerada e conta mais pontos quando ocorre em uma área já suprida de infra-estrutura urbana", afirma Marcos Casado, gerente técnico do Greenbuilding Council Brasil, responsável pela certificação LEED.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dia de Ação pelo Clima

Dia de Ação pelo Clima mobiliza pessoas em todo o planeta
Parte da campanha TicTacTicTac, manifestações em 181 países chamam a atenção para a necessidade de combater as mudanças climáticas
Deu no The New York Times : no dia 24 de outubro, a página principal do site de um dos jornais mais importantes do mundo trazia em destaque as várias manifestações ao redor do planeta do Dia de Ação pelo Clima, da campanha TckTckTck (que no Brasil tem o nome de TicTacTicTac. Foram mais de 5200 ações, realizadas em 181 países, em que pessoas comuns reuniram-se em torno de um objetivo: mandar um recado aos líderes mundiais que vão se reunir em Copenhaghe, em dezembro, na COP 15 (a Conferência das Partes entre os países membros da Convenção do Clima da ONU). A mensagem é para que os líderes negociem acordos que efetivamente contribuam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, evitando assim o agravamento do aquecimento global e as conseqüentes mudanças climáticas.
Nesse dia, o movimento foi galvanizado pela ONG 350, que busca conscientizar as pessoas para esse número significativo no combate às mudanças climáticas. De acordo com vários estudos, 350 é a concentração (em partes por milhão, ou ppm) de carbono na atmosfera que deveria ser mantida para que a temperatura no planeta não subisse demais, a ponto de provocar mudanças climáticas que ameacem a vida humana e a natureza. Atualmente, a concentração é de 387 ppm.
As fotos das manifestações, registradas pelos próprios participantes e reunidas aqui, mostram o alcance planetário do movimento. Há registros como as faixas estendidas por apenas cinco pessoas em Qaqortoq, na Groenlândia, ou por dois alpinistas no topo do monte mais alto da Antártida, e de ações que envolviam dezenas ou centenas de manifestantes, como as crianças na Índia formando o número 350 com os próprios corpos.
As fotos das ações na América Latina estão aqui. Houve manifestações por todo o continente, como nos gelados andes bolivianos, a 5300 metros de altitude, ou à beira do mar em Cartagena, na Colômbia. Fotos brasileiras mostram ações em vários lugares do país, como em São Carlos (SP), Aracaju (SE), na pequena São Vicente de Minas (MG) e dentro da floresta amazônica, próximo a Manaus (AM).
Ao final da tarde desse Dia de Ação pelo Clima, Bill McKibben, fundador da ONG 350.org, fez um discurso na Times Square, em Nova York, que pode ser visto aqui. Ele lembrava que o 24 de outubro de 2009 representava a ação política de maior alcance mundial, em um único dia, em toda a história. Ao lado de um telão que mostrava as fotos das manifestações por todo o planeta, McKibben destacou: “quando você olhar para essas fotos, verá que não há estrelas de cinema, não há astros do rock, não há políticos carismáticos. Estas são pessoas em todos os países reunindo-se em torno de um argumento científico, em torno do mais importante número do mundo — 350”.
Fonte: INSTITUTO AKATU
domingo, 1 de novembro de 2009
Telhados Verdes

Na busca por melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos, o topo dos edifícios em vários pontos do planeta está ganhando vistosas camadas de vegetação. É o caso do prédio que abriga a Prefeitura de Chigaco, nos Estados Unidos (acima). A iniciativa traz uma série de vantagens: reduz os ruídos externos, aumenta o conforto térmico e melhora a eficiência energética da construção. "O lugar fica mais agradável", diz Paulo Renato Guimarães, diretor da Ecotelhado, empresa gaúcha especializada no assunto. Os benefícios se estendem ao meio ambiente. Os jardins suspensos impedem o surgimento de ilhas de calor na cidade e combatem as enchentes com redução da velocidade de escoamento das água da chuva. "Esse tratamento paisagístico repõe o verde perdido com as construções", afirma o paisagista Benedito Abbud de São Paulo. Prefira as plantas rústicas, que resistem melhor às intempéries.
Texto extraído da Revista Arquitetura e Construção / Outubro de 2007
domingo, 2 de agosto de 2009
ONU ESTÁ FALANDO SOBRE A TRANSIÇÃO DA BIOSFERA PARA A NOOSFERA
Palavras do Presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, Miguel D'Escoto Brockmann, à adoção do «outcome document», da Conferência Internacional das Nações Unidas, sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e Seu Impacto sobre o Desenvolvimento
Nova York, 26 de Junho de 2009
Excelências,
Colegas das Nações Unidas,
Representantes da Sociedade Civil,
Irmãos e irmãs,
Chegamos à metade do terceiro dia desta histórica conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e seu impacto sobre o desenvolvimento. Parabenizo a todos por ter iniciado, com êxito, a conversação global sobre a crise econômica que ainda continua se desenvolvendo e também por ter dado inicio a uma profunda e sem precedente revisão da estrutura financeira e econômica internacional
O mundo teve a oportunidade de escutar as vozes do G-192. Todos os membros da Assembléia Geral tiveram e continuam tendo a oportunidade para expressar seus pontos de vista. Hoje, nossos esforços têm sido coroados com a adoção por consenso de um “outcome document” que representa o primeiro passo dentro do que será um longo processo para pôr o mundo em um novo caminho até a SOLIDARIEDADE, estabilidade e sustentabilidade.
A Assembléia Geral das Nações Unidas, o G-192, já foi estabelecido como o foro favorável para discutir os assuntos das finanças e economia mundial, isto em si já é uma grande realização. Também, foi pedido à Assembléia Geral para dar continuidade a este assunto através de um grupo especial de trabalho de composição aberta.
Os assuntos para continuidade envolvem desde a diminuição da crise, incluindo os temas de Estímulos Globais, Direitos Especiais de Giro (DEGs) e Moedas de Reservas, até temas sobre a reestruturação dos sistemas e estrutura, financeiros e econômicos, incluindo a reforma das instituições financeiras internacionais e o rol das Nações Unidas, a dívida externa, o comércio internacional, os investimentos, os impostos, assistência para o desenvolvimento, Cooperação Sul-Sul, novas formas de financiamento, corrupção e fluxos financeiros ilícitos, regulamento e supervisão.
Ao mesmo tempo, se reconhece que a crise financeira e econômica não deveria retardar a resposta mundial necessária à mudança climática e a degradação do meio-ambiente através de iniciativas para alcançar uma “economia verde”.
O G-192 provou ser capaz de concordar, por consenso, com a realização desta Conferência, suas modalidades e um documento substantivo final sobre assuntos de grande relevância para a humanidade. Foi, também, capaz de definir um caminho a seguir para levar adiante o processo a partir das Linhas de Ação do Documento Final desta Conferência.
Foram 3 dias muito prósperos, de trabalho e, agora que o documento final já foi formalmente aprovado, devemos parabenizar a todos e especialmente parabenizar nossos co-facilitadores, os Embaixadores Frank Mayoor do Reino dos Países Baixos e o Embaixador Camilo Gonsalves de San Vicente e Granadines. É claro que nós também expressamos nosso mais profundo agradecimento à Comissão Presidencial de Peritos, tão habilmente coordenada pelo Professor Joseph Stiglitz.
Estamos felizes, porém, não contentes, ou melhor, não completamente satisfeitos. Há outras crises que surgem no horizonte, como a da água potável, a do aquecimento global, alimentação, a energética e a humanitária, dos milhões de irmãos e irmãs, especialmente dos menores, que passam fome e têm sede.
Essas crises, nós temos que confrontá-las, todos juntos. Nossas propostas de hoje apontam nessa direção. Porém, ainda há muito para ser feito.
Estamos felizes pelas manifestações de vontade política, de assumir nossa responsabilidade comum em cooperar, porém, não estamos satisfeitos enquanto estas questões urgentes não forem resolvidas.
Minha função, como Presidente desta Assembléia Geral, onde se reúnem os representantes de todos os povos da Terra, é os convidar a olhar para longe, ir além da economia, olhar com esperança o futuro comum da Terra e da Humanidade.
Cabe então perguntar: Qual é o próximo passo? Não necessariamente o próximo passo da economia, mas, da humanidade. Para onde vamos? Provavelmente, neste momento, ninguém sabe responder a isto com uma certeza. Porém, se não sabemos, podemos todos juntos, buscar e criar os consensos que podem nos conduzir até um cenário de esperança para todos e para a Mãe Terra.
Neste contexto, me vem à mente a visão de um grande cientista, arqueólogo que era ao mesmo tempo um místico, o francês Piere Teilhard de Chardin. Na China, onde fazia suas investigações sobre o "homopekinensis", ele teve uma espécie de visão. Olhando os avanços tecnológicos, comerciais e das comunicações que reduziram as distâncias e davam as bases do que ele preferiu chamar mundialização, em vez de globalização, Teilhard de Chardin dizia já nos anos 30 do século passado: estamos assistindo à emergência de uma nova era para a Terra e a humanidade.
Vai irromper, nos dizia Chardin, a Noosfera, depois de ter irrompido no processo evolutivo a antroposfera, a biosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a litosfera. Agora é a nova esfera, a esfera das mentes e dos corações sincronizados: a noosfera. Como sabem noos (nus) em grego significa espírito e mente unidos ao coração.
Para onde vamos? Permito-me acreditar e esperar que vamos todos assistir à lenta, porém irrefreável erupção da noosfera. Os seres humanos e os povos vão se descobrir e se aceitar como irmãos e irmãs, como família e como uma espécie única, capaz de amar, de ser solidário, compreensivo, não violento, justo, fraternal, pacífico e espiritual.
É uma utopia? Sim, uma utopia, porém, uma utopia necessária. Ela nos orienta em nossas buscas. A utopia é, por sua natureza, inalcançável. Porém é como as estrelas: são inalcançáveis. Mas o que seriam nossas noites sem as estrelas? Elas seriam pura escuridão e nós estaríamos sem rumo e perdidos. Por isso a utopia nos dá direção e sentido de viver e de lutar.
Então, a noosfera é o novo passo para a Humanidade. Permita-me uma pequena divagação: Se no tempo dos dinossauros, que viveram há mais de cem milhões de anos na Terra e que desapareceram há uns 65 milhões de anos atrás, um observador hipotético se perguntasse qual seria o próximo passo na evolução, provavelmente teria pensado: mais do que o mesmo. Quer dizer, dinos até maiores e mais vorazes.
Porém, com esta resposta haveria um engano. Este observador hipotético nunca teria imaginado que um pequeno mamífero, não maior do que um coelho, que vivia no alto das árvores, alimentando-se de flores e brotos, tremendo de medo em face à possibilidade de ser devorado por algum dinossauro, acabaria sendo nosso ancestral.
Dele, milhões de anos depois, surgiu algo absolutamente novo, com qualidades completamente diferentes das dos dinossauros, um ser portador de consciência, de inteligência e de amor: o ser humano, e nós, que estamos aqui reunidos somos os seus descendentes.
Então, não era mais o mesmo. Foi uma ruptura, foi um novo passo.
Eu acredito firmemente que hoje, outra vez, estamos diante de um novo passo no processo evolutivo: o passo para uma humanidade unida entre si, unida com a natureza, unificada com a Mãe Terra.
Quase me atrevo a repetir: "Eu tenho um sonho!” Sei, é que realmente é um sonho. Um sonho grandioso, bom e feliz.
O novo passo terá como conteúdos principais: a vida em todas as suas formas, a Humanidade com todos os seus povos e etnias, a Terra como Mãe com toda a sua vitalidade e a economia criando as condições materiais para que tudo isso seja possível. Vamos precisar do capital material acumulado, porém, a atenção estará no capital humano e espiritual cujos frutos melhores são a fraternidade ou irmandade, cooperação, solidariedade, harmonização, justiça econômica e ecológica, compaixão e capacidade para viver alegremente com todas as diferenças, na mesma Casa Comum, a grande e generosa Mãe Terra.
Dizem por aí que Jesus, Buda, Francisco de Assis, Rumí, Tolstoy, Gandhi, Dorothy Day e Martin Luther King e tantos outros grandes profetas e mestres do passado e do presente, cada país e cultura com os seus, já teriam, antecipadamente, dado este novo passo.
Todos eles são nossos mestres seminais, nossas estrelas guias, que alimentam em nós o princípio da esperança que nos garante que ainda temos futuro, um futuro bem-aventurado para todos.
Como disse muito bem o nosso querido irmão Joseph Stiglitz: "O legado da atual crise econômica e financeira será uma batalha de alcance global em torno de idéias".
Eu acredito firmemente que serão novas idéias, novas visões e novos sonhos, que galvanizarão nossos espíritos e nossos corações. Os velhos deuses estão agonizando, os novos estão nascendo com vigor de um recém nascido. Minhas reflexões querem ancorar energia e entusiasmo para essa batalha de idéias e de visões.
Para poder dar o salto qualitativo para frente, nós humanos devemos desistir de nossa obstinação em acreditar sermos donos e senhores da criação, proprietários, esquecendo que somos apenas os mordomos - que, além disso - já é muito.
Só quando aceitarmos que somos os tutores e não os donos e que um dia teremos que prestar contas de nossa tutoria (stewardship), só então resplandecerá a grandeza de nossa humanidade.
Muito Obrigado.
Nova York, 26 de Junho de 2009
Excelências,
Colegas das Nações Unidas,
Representantes da Sociedade Civil,
Irmãos e irmãs,
Chegamos à metade do terceiro dia desta histórica conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e seu impacto sobre o desenvolvimento. Parabenizo a todos por ter iniciado, com êxito, a conversação global sobre a crise econômica que ainda continua se desenvolvendo e também por ter dado inicio a uma profunda e sem precedente revisão da estrutura financeira e econômica internacional
O mundo teve a oportunidade de escutar as vozes do G-192. Todos os membros da Assembléia Geral tiveram e continuam tendo a oportunidade para expressar seus pontos de vista. Hoje, nossos esforços têm sido coroados com a adoção por consenso de um “outcome document” que representa o primeiro passo dentro do que será um longo processo para pôr o mundo em um novo caminho até a SOLIDARIEDADE, estabilidade e sustentabilidade.
A Assembléia Geral das Nações Unidas, o G-192, já foi estabelecido como o foro favorável para discutir os assuntos das finanças e economia mundial, isto em si já é uma grande realização. Também, foi pedido à Assembléia Geral para dar continuidade a este assunto através de um grupo especial de trabalho de composição aberta.
Os assuntos para continuidade envolvem desde a diminuição da crise, incluindo os temas de Estímulos Globais, Direitos Especiais de Giro (DEGs) e Moedas de Reservas, até temas sobre a reestruturação dos sistemas e estrutura, financeiros e econômicos, incluindo a reforma das instituições financeiras internacionais e o rol das Nações Unidas, a dívida externa, o comércio internacional, os investimentos, os impostos, assistência para o desenvolvimento, Cooperação Sul-Sul, novas formas de financiamento, corrupção e fluxos financeiros ilícitos, regulamento e supervisão.
Ao mesmo tempo, se reconhece que a crise financeira e econômica não deveria retardar a resposta mundial necessária à mudança climática e a degradação do meio-ambiente através de iniciativas para alcançar uma “economia verde”.
O G-192 provou ser capaz de concordar, por consenso, com a realização desta Conferência, suas modalidades e um documento substantivo final sobre assuntos de grande relevância para a humanidade. Foi, também, capaz de definir um caminho a seguir para levar adiante o processo a partir das Linhas de Ação do Documento Final desta Conferência.
Foram 3 dias muito prósperos, de trabalho e, agora que o documento final já foi formalmente aprovado, devemos parabenizar a todos e especialmente parabenizar nossos co-facilitadores, os Embaixadores Frank Mayoor do Reino dos Países Baixos e o Embaixador Camilo Gonsalves de San Vicente e Granadines. É claro que nós também expressamos nosso mais profundo agradecimento à Comissão Presidencial de Peritos, tão habilmente coordenada pelo Professor Joseph Stiglitz.
Estamos felizes, porém, não contentes, ou melhor, não completamente satisfeitos. Há outras crises que surgem no horizonte, como a da água potável, a do aquecimento global, alimentação, a energética e a humanitária, dos milhões de irmãos e irmãs, especialmente dos menores, que passam fome e têm sede.
Essas crises, nós temos que confrontá-las, todos juntos. Nossas propostas de hoje apontam nessa direção. Porém, ainda há muito para ser feito.
Estamos felizes pelas manifestações de vontade política, de assumir nossa responsabilidade comum em cooperar, porém, não estamos satisfeitos enquanto estas questões urgentes não forem resolvidas.
Minha função, como Presidente desta Assembléia Geral, onde se reúnem os representantes de todos os povos da Terra, é os convidar a olhar para longe, ir além da economia, olhar com esperança o futuro comum da Terra e da Humanidade.
Cabe então perguntar: Qual é o próximo passo? Não necessariamente o próximo passo da economia, mas, da humanidade. Para onde vamos? Provavelmente, neste momento, ninguém sabe responder a isto com uma certeza. Porém, se não sabemos, podemos todos juntos, buscar e criar os consensos que podem nos conduzir até um cenário de esperança para todos e para a Mãe Terra.
Neste contexto, me vem à mente a visão de um grande cientista, arqueólogo que era ao mesmo tempo um místico, o francês Piere Teilhard de Chardin. Na China, onde fazia suas investigações sobre o "homopekinensis", ele teve uma espécie de visão. Olhando os avanços tecnológicos, comerciais e das comunicações que reduziram as distâncias e davam as bases do que ele preferiu chamar mundialização, em vez de globalização, Teilhard de Chardin dizia já nos anos 30 do século passado: estamos assistindo à emergência de uma nova era para a Terra e a humanidade.
Vai irromper, nos dizia Chardin, a Noosfera, depois de ter irrompido no processo evolutivo a antroposfera, a biosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a litosfera. Agora é a nova esfera, a esfera das mentes e dos corações sincronizados: a noosfera. Como sabem noos (nus) em grego significa espírito e mente unidos ao coração.
Para onde vamos? Permito-me acreditar e esperar que vamos todos assistir à lenta, porém irrefreável erupção da noosfera. Os seres humanos e os povos vão se descobrir e se aceitar como irmãos e irmãs, como família e como uma espécie única, capaz de amar, de ser solidário, compreensivo, não violento, justo, fraternal, pacífico e espiritual.
É uma utopia? Sim, uma utopia, porém, uma utopia necessária. Ela nos orienta em nossas buscas. A utopia é, por sua natureza, inalcançável. Porém é como as estrelas: são inalcançáveis. Mas o que seriam nossas noites sem as estrelas? Elas seriam pura escuridão e nós estaríamos sem rumo e perdidos. Por isso a utopia nos dá direção e sentido de viver e de lutar.
Então, a noosfera é o novo passo para a Humanidade. Permita-me uma pequena divagação: Se no tempo dos dinossauros, que viveram há mais de cem milhões de anos na Terra e que desapareceram há uns 65 milhões de anos atrás, um observador hipotético se perguntasse qual seria o próximo passo na evolução, provavelmente teria pensado: mais do que o mesmo. Quer dizer, dinos até maiores e mais vorazes.
Porém, com esta resposta haveria um engano. Este observador hipotético nunca teria imaginado que um pequeno mamífero, não maior do que um coelho, que vivia no alto das árvores, alimentando-se de flores e brotos, tremendo de medo em face à possibilidade de ser devorado por algum dinossauro, acabaria sendo nosso ancestral.
Dele, milhões de anos depois, surgiu algo absolutamente novo, com qualidades completamente diferentes das dos dinossauros, um ser portador de consciência, de inteligência e de amor: o ser humano, e nós, que estamos aqui reunidos somos os seus descendentes.
Então, não era mais o mesmo. Foi uma ruptura, foi um novo passo.
Eu acredito firmemente que hoje, outra vez, estamos diante de um novo passo no processo evolutivo: o passo para uma humanidade unida entre si, unida com a natureza, unificada com a Mãe Terra.
Quase me atrevo a repetir: "Eu tenho um sonho!” Sei, é que realmente é um sonho. Um sonho grandioso, bom e feliz.
O novo passo terá como conteúdos principais: a vida em todas as suas formas, a Humanidade com todos os seus povos e etnias, a Terra como Mãe com toda a sua vitalidade e a economia criando as condições materiais para que tudo isso seja possível. Vamos precisar do capital material acumulado, porém, a atenção estará no capital humano e espiritual cujos frutos melhores são a fraternidade ou irmandade, cooperação, solidariedade, harmonização, justiça econômica e ecológica, compaixão e capacidade para viver alegremente com todas as diferenças, na mesma Casa Comum, a grande e generosa Mãe Terra.
Dizem por aí que Jesus, Buda, Francisco de Assis, Rumí, Tolstoy, Gandhi, Dorothy Day e Martin Luther King e tantos outros grandes profetas e mestres do passado e do presente, cada país e cultura com os seus, já teriam, antecipadamente, dado este novo passo.
Todos eles são nossos mestres seminais, nossas estrelas guias, que alimentam em nós o princípio da esperança que nos garante que ainda temos futuro, um futuro bem-aventurado para todos.
Como disse muito bem o nosso querido irmão Joseph Stiglitz: "O legado da atual crise econômica e financeira será uma batalha de alcance global em torno de idéias".
Eu acredito firmemente que serão novas idéias, novas visões e novos sonhos, que galvanizarão nossos espíritos e nossos corações. Os velhos deuses estão agonizando, os novos estão nascendo com vigor de um recém nascido. Minhas reflexões querem ancorar energia e entusiasmo para essa batalha de idéias e de visões.
Para poder dar o salto qualitativo para frente, nós humanos devemos desistir de nossa obstinação em acreditar sermos donos e senhores da criação, proprietários, esquecendo que somos apenas os mordomos - que, além disso - já é muito.
Só quando aceitarmos que somos os tutores e não os donos e que um dia teremos que prestar contas de nossa tutoria (stewardship), só então resplandecerá a grandeza de nossa humanidade.
Muito Obrigado.
domingo, 19 de julho de 2009
Nosso Planeta
...
"A Terra é uma entidade viva, e tem estado consciente em todas as suas formas. Quando era uma esfera gasosa flamejante, a Terra era tão consciente quanto é hoje. É com humor que vemos o ser humano falando em salvar o planeta e, embora louvemos os ambientalistas do seu planeta, o que realmente está sendo salvo é a capacidade do ser humano de viver sobre a Terra. Entendam que o planeta sobreviverá mesmo se o homem destruir os recursos necessários para sustentar a sua própria biologia."
...
Parte da canalização "A ASCENSÃO E A GRADE CRISTAL 144 - Uma mensagem de Metatron canalizada por Tyberonn em 1º de julho de 2007
"A Terra é uma entidade viva, e tem estado consciente em todas as suas formas. Quando era uma esfera gasosa flamejante, a Terra era tão consciente quanto é hoje. É com humor que vemos o ser humano falando em salvar o planeta e, embora louvemos os ambientalistas do seu planeta, o que realmente está sendo salvo é a capacidade do ser humano de viver sobre a Terra. Entendam que o planeta sobreviverá mesmo se o homem destruir os recursos necessários para sustentar a sua própria biologia."
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Parte da canalização "A ASCENSÃO E A GRADE CRISTAL 144 - Uma mensagem de Metatron canalizada por Tyberonn em 1º de julho de 2007
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