terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O outro lado do drama de Santa Catarina



Curiosamente e não por acaso, o estado que mais sofre com efeitos climáticos no Brasil, é o mesmo em que o governo local tenta flexibilizar regras ambientais que impedem mais destruição da mata que concentra em seu território. Sua capital, também castigada por chuvas intermitentes há quase 90 dias, até sediou uma conferência internacional dedicada a energias limpas, a ECO POWER.

Santa Catarina tem sofrido com fenômenos naturais há anos, secas permeadas por furacões (contemporâneos dos dramas de Nova Orleans nos EUA) e enchentes. Lá seu governo arma um circo para dar legalidade a um CRIME AMBIENTAL que poderá se espalhar pelo país, fruto da ganância e do forte lobby político de empresários, para – através da criação de códigos ambientais estaduais – eliminar regras federais que limitam a devastação.

De 10 a 19 de novembro, por pressão de um governador que corre o risco de ter seu mandato cassado por abuso do poder econômico, a Assembléia Legislativa realizou audiências públicas para forjar o processo que pretende acabar com o Código Florestal Brasileiro, incluindo concessões a indústrias poluidoras que não querem dar tratamento correto aos resíduos que gera.

Entidades representativas do agronegócio se unem a setores da indústria de bens de consumo pela flexibilização de regras que limitam a ação degradadora do agronegócio e poluidora de fundições, introduzindo na proposta catarinense, até o reuso de resíduos tóxicos.

Mais curioso é que esse movimento ocorria ao mesmo tempo em que o Governo Lula sancionava a lei da mata atlântica, convocando pela mídia prefeituras e estados a implementar políticas de sustentabilidade ambiental. Pode parecer paradoxal, mas embora o discurso do governo seja um, sua prática tem sido outra e há suspeitas de que por trás da iniciativa catarinense, esteja o aval da Casa Civil do Planalto.

Há mais de um ano a DEFENSORIA DA AGUA (criada como GESTO CONCRETO NACIONAL da Campanha da Fraternidade 2004 com apoio da CNBB) denuncia o estado brasileiro por desrespeito aos tratados internacionais que exigem regras mais restritivas nessa área. O projeto catarinense, por ser inconstitucional, pode até ser barrado na justiça, mas servirá para criar um clima favorável à alteração das regras e ao sepultamento de diversas normas, em especial, contidas no código florestal, isso interessa ao Governo Lula que vem facilitando ao máximo o que pode favorecer o "desenvolvimento a qualquer custo".

E pensar que o absurdo projeto resultou da manipulação de recursos internacionais que deveriam ter sido investidos exatamente para ajudar o estado a criar regras para a preservação da mata atlântica ainda preserváveis, uma pequena mostra do que se faz sem controle social sobre a aplicação de recursos externos no país.

Quando o KFW (agência alemã de financiamento e cooperação) descobrir que o dinheiro emprestado a SC serviu a propósito tão nefasto, certamente a imagem do país ficará ainda pior e a dupla LULA/Luiz Henrique terão de dar explicações, aos europeus e à história. Se aprovada essa proposta, será necessária uma campanha de boicote internacional a produtos catarinenses, por produzir e degradar com base na política do VALE TUDO.

OBS - Embora as autoridades não se dêem conta que a natureza não cobra, se vinga, é graças à sua reação raivosa que talvez os deputados catarinenses não consigam - como querem seus financiadores - aprovar esse absurdo até o final deste ano, afinal, chove muito e SC entra em estado de calamidade pública.

Por Leonardo Aguiar Morelli - escritor, Secretário Geral do Conselho Superior das DEFENSORIAS SOCIAIS integrado pela DEFENSORIA DA ÁGUA (http://www.defesadavida.org.br/) Foto: sem crédito, extraída do sítio www.abril.com.br/noticias/brasil/numero-morto...

Simplicidade Voluntária

Como é viver com menos, por opção e não por necessidade?
Um movimento está ganhando corpo no mundo todo: o da Simplicidade Voluntária.

Simplicidade Voluntária é um conceito que pode receber muitas definições. Como estilo de vida, é de caráter muito prático e adaptável às realidades individuais. Seus princípios e métodos tornam possível viver com opções mais conscientes, e desfrutar de mais saúde, prosperidade, liberdade e sentido de vida.

Viver simples é ter clareza de propósito. Definir esse propósito é algo individual, e irá determinar o que é relevante para cada pessoa. Dessa forma, a expressão exterior que uma vida simples irá assumir também é algo muito pessoal. Pode-se dizer que a simplicidade integra aspectos interiores e exteriores da vida, transformando-a num todo integrado e pleno de sentido.

A adoção de uma vida simples é um ato voluntário porque diz respeito a usar de mais autonomia, determinação e liberdade. Trata-se de assumir a responsabilidade pela sua própria vida. A pobreza é involuntária e debilitante; a simplicidade é uma opção consciente e fortalecedora.

Simplicidade Voluntária, na definição de Duane Elgin, "é uma maneira de viver exteriormente mais simples e interiormente mais rica, um modo de ser no qual nosso eu mais autêntico é posto em contato direto e consciente com a Vida."


" Para ser feliz, o ser humano precisa somente de duas coisas:
cultivar sementes de paz em seu coração e ter bons amigos. " - Buddha

Conheça mais sobre o assumto no site:
http://www.simplicidade.net