domingo, 7 de novembro de 2010

Dia da Mãe Natureza



A festa será uma grande feira no Clube Thermas de Piratininga nos dias 7 e 8 de maio. Serão distribuidas 100 camisetas fio pet ( modelo ilutrativo abaixo ) para todos aqueles que se registrarem em nossa comunidade e até a data do evento tiverem mais amigos. Não é sorteio e sim um agradecimento a nossos membros mais ativos.

Informações para expositores pelo email e-correto@hotmail.com ou Skype : ecorreto


O dia das Mães de 2011 será também o Dia da Mãe Natureza.

AFINAL, O QUE SÃO PRODUTOS E SERVIÇOS ECOLOGICAMENTE CORRETOS?

Há consenso entre as propostas de inúmeros movimentos de consumidores preocupados com a origem dos produtos e serviços que consomem. Para esse consumidor consciente e crítico, os produtos e serviços ecologicamente corretos são não tóxicos, feitos de materiais recicláveis ou biodegradáveis, duráveis e com um mínimo de embalagem. Não existem produtos completamente verdes, pois todos usam energias e recursos naturais em sua manufatura, distribuição, utilização ou consumo, gerando resíduos e poluição. Portanto, o termo "verde" é relativo, descrevendo produtos com menor impacto e menos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana do que a maioria dos produtos industrializados que usualmente consumimos hoje em dia.
Além disso, produtos ecologicamente corretos, são aqueles produzidos por EMPRESAS SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS, o que significa dizer que a empresa trabalha para minimizar ou eliminar os impactos provenientes de seus processos produtivos, considerando os interesses de seus funcionários e da comunidade onde está inserida.

Para avaliar se uma empresa realmente atua de maneira ecologicamente correta, devemos questionar:

Os passivos trabalhistas são altos e freqüentes?
O pessoal trabalha em condições adequadas de saúde, higiene, segurança?
A empresa realiza atividades ou ações ligadas ao bem estar da comunidade que a cerca?
As atividades da empresa, tanto em nível local como global são social e culturalmente aceitos pelo ambiente humano em que está inserida?
A ética das ações e a aceitação dos processos produtivos da empresa se adéquam completamente ao corpo de leis da comunidade na qual atua?
A empresa respeita a ética dos acordos trabalhistas, considerando-os em sua totalidade?
A empresa respeita os Direitos Humanos?
A empresa respeita todos os Tratados de Paz Internacionais?
A empresa respeita os Tratados Internacionais pelo Desarmamento?

Não é possível afirmar que uma empresa é socialmente responsável, se ela se utiliza de trabalho infantil, se colabora com o contrabando, se discrimina racialmente, religiosamente ou etariamente seus possíveis colaboradores ou se mantém relações com outras empresas que o façam.

Além desses critérios, em âmbito internacional, associações de consumidores organizados em torno dos pressupostos da sustentabilidade, consideram que um produto ecologicamente correto:

NÃO DEVE utilizar alimentos geneticamente modificados.
NÃO DEVE utilizar animais para testar seus produtos.
NÃO DEVE ter qualquer relação com a produção da indústria de tabaco, com a indústria bélica ou de armamentos nucleares.
NÃO DEVE, em função de seu óbvio poder econômico, sob qualquer argumento, exercer lobby político para favorecer seus interesses.

Com o ideal de que a sustentabilidade está ao alcance de todos, nossa iniciativa propõe ampliar o diálogo entre empresa e consumidor, direcionando o consumo para produtos eco-sustentáveis. Nossa proposta se baseia ainda na inclusão digital de micros empreendedores, que a partir de agora, tem um espaço justo para a difusão e comercialização de suas produções. Com ferramentas que permitem uma fácil navegabilidade permitindo a comparação entre as mais diversas posturas das empresas fornecedoras, nossa intenção é criar uma base de dados que oriente o consumidor na hora de sua escolha. Todos os sites exibidos em nosso Guia são considerados Sites Ecorretos.

Fonte: ECORRETO - Produtos e Serviços Ecologicamente Corretos

Jundiaí - Abandonaram as Sacolas Plásticas




Os supermercados da cidade de Jundiaí, no interior paulista, abandonaram de vez as tradicionais sacolas plásticas. A iniciativa é fruto de uma parceria entre os comerciantes e a prefeitura e só foi possível após um intenso planejamento.

Apesar de não ser uma lei, a maioria dos mercados apoiaram a ideia e trocaram as sacolas plásticas por caixas e sacolas retornáveis e, em alguns casos, pelas sacolas biodegradáveis, feitas com amido de milho. O prefeito Miguel Haddad, atribuiu o sucesso da iniciativa à forte campanha de conscientização feita antes da implantação do projeto.

Os comerciantes explicam que a maior parte dos clientes já está acostumada com as mudanças e que mesmo as sacolas biodegradáveis, que são vendidas pelo preço de custo (R$ 0,19), quase não têm sido usadas. Os estabelecimentos também disponibilizam gratuitamente as caixas de papelão, que antes eram destinadas à reciclagem, para que os clientes possam carregar suas compras.

A ação de sucesso em Jundiaí é somente o início de um movimento que aos poucos tem se espalhado pelo país, a exemplo de outros países, como Alemanha, Polônia, Argentina, China e Irlanda, onde as sacolas plásticas não são distribuídas gratuitamente, com o objetivo de diminuir o consumo.

O vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Edivaldo Bronzeri, explica que outras quatro cidades paulistas estão prestes a aderir à iniciativa. Ele também apresentou o projeto em Belo Horizonte, MG.

As sacolas biodegradáveis, comercializadas em Jundiaí, são conhecidas como compostáveis, já que podem se transformar em adubo e se desfazem em apenas 180 dias, conforme especificações da empresa fabricante. Porém, mesmo causando impactos muito menores na natureza, ela ainda possui em sua composição alguns derivados do petróleo.

A mudança agradou a maior parte da população, que aproveitou a ocasião para mudar outros pequenos hábitos rotineiros, como trocar o carro por uma caminhada. Mesmo que algumas pessoas ainda reclamem da “falta de praticidade”, a quantidade de pessoas que aderiram e o benefício da mudança para o meio ambiente são muito maiores.

Com informações do Estadão


Visite FÓRUM EMPRESARIAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE em: http://fersbauru.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Os catadores de materiais recicláveis criticam incineração do lixo

Notícias / Resíduos - INSTITUTO AKATU
28/10/2010

Argumentam que “queimar gera energia, mas perde-se material para reciclagem”

As propostas para a criação de usinas incineradoras de lixo que produzem energia têm gerado polêmica. A cidade de São Bernardo, no ABC paulista, começará em breve a construção da primeira usina termelétrica movida a lixo do país. O governo do Distrito Federal já estuda um projeto para a queima de resíduos com o objetivo de acabar com lixões e aterros. E, na cidade mineira de Unaí, uma empresa, em parceria com a prefeitura local, criou uma usina de pequenas proporções, que transforma o produto do descarte em carvão para siderúrgicas. O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), apoiado pelo Instituto Pólis, pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) entre outros, se posiciona contra a implantação das usinas.

Gilberto Warley Chagas, um dos líderes da comissão nacional do MNCR, alega que a incineração poderá absorver material que poderia ir para a reciclagem, tirando o trabalho de muita gente. Segundo o MNCR, entre independentes e cooperativados, atualmente, há quase 1 milhão de catadores espalhados pelo Brasil. “Somos contra a incineração porque vai absorver material reciclável. Não acreditamos que vá haver uma usina de triagem para gerar emprego, porque o material reciclável misturado no lixo orgânico é justamente o que tem maior poder de queima, portanto vão querer queimar tudo para aumentar o rendimento da usina”, argumenta Chagas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionado em agosto, faz 11 referências à participação dos catadores no país, colocando em evidência a inclusão social e a emancipação econômica destes trabalhadores. Por outro lado, para aprovar o documento, em julho deste ano, o Senado retirou o trecho que garantia que a incineração do lixo para a geração de energia só seria possível no caso de se esgotarem todas as outras opções de reciclagem. A única queima expressamente proibida no PNRS é aquela feita a céu aberto. A incineração com fins energéticos é realizada em ambiente fechado, e os gases são expelidos por chaminés com filtros.

O outro ponto abordado pelo Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis para o posicionamento contrário às usinas é o ambiental. “Toda incineração libera gases. Monóxido de carbono, toxinas, dioxinas... É totalmente nocivo”, alerta Chagas. Em um artigo publicado pelo “O Estado de S. Paulo”, o colunista Washington Novaes considera a queima uma solução perigosa em razão da emissão de gás furano, expelido na incineração de material orgânico, e da liberação de metais pesados e outros poluentes na atmosfera. Em 2005, cinco anos antes da aprovação do PNRS, o governo brasileiro promulgou o texto da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos, da ONU, por meio do decreto 5472/05. O documento fez com que o Brasil reconhecesse os problemas ambientais e de saúde provocados pelos poluentes orgânicos persistentes (Pops) e passasse a adotar medidas para controlá-los. Entre os geradores reconhecidos de Pops levantados na carta da Organização estão justamente os incineradores de resíduos.

Os responsáveis pela usina de pequeno porte de Unaí, em Minas Gerais, que transforma lixo em carvão, dizem que a fumaça da queima passa por um processo de destilação, que transforma o gás tóxico em líquido, gerando quatro subprodutos: óleo vegetal, alcatrão, lignina e água ácida, usados na produção de biodiesel, cosméticos, abrasivos, entre outros. Este processo retiraria a periculosidade do gás emitido pela chaminé na atmosfera.

Em relação à futura usina de incineração de São Bernardo, no ABC paulista, a prefeitura local não se posiciona quanto à toxicidade do gás, mas afirma que o modelo de São Bernardo segue as diretrizes estaduais para o tratamento térmico de resíduos sólidos. O ambientalista e presidente do Movimento em Defesa da Vida do ABCD, Virgílio Alcides Faria, é a favor da implantação da usina. “Está dentro do que se chama de ação sustentável. Mas é preciso manter um monitoramento contínuo e seguir as normas existentes de controle, principalmente na emissão de gases”, diz.

Diante da polêmica

O representante da MNCR acredita que “a melhor solução é a implantação da coleta seletiva, com incentivo aos catadores e às indústrias de recicláveis”. No Brasil são gerados 183,5 mil de toneladas de lixo por dia, e o movimento dos catadores alega que apenas 12% desse total são reciclados. A Política Nacional de Resíduos Sólidos cria a logística reversa, obrigando fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher os seguintes tipos de produtos descartados pelo consumidor final:

1. agrotóxicos e seus resíduos e embalagens;
2. pilhas e baterias;
3. pneus;
4. óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
5. lâmpadas fluorescentes e
6. produtos eletrônicos e seus componentes.

O que é reciclável
Na hora de separar o material para reciclagem sempre aparece a dúvida do que é e do que não é reciclável. Nem todo papel, plástico, metal e vidro pode ser reaproveitado. Saiba como fazer a separação correta:

Papel
Separe para reciclagem:
- caixas “longa vida” (são recicláveis e descartadas como papel), papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens, listas telefônicas, livros
Jogue no lixo, pois não é reciclável:
- papel carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou plastificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas

Plástico
Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira:
- sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, garrafas de refrigerante PET, canos e tubos, plásticos em geral e isopor.
Jogue no lixo, pois não é reciclável:
- plásticos termofixos (usados na produção de computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (as de salgadinhos).

Metais
Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira:
- latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados.
Jogue no lixo, pois não é reciclável:
- clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos.

Vidros
Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira:
- garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios e copos.
Jogue no lixo, pois não é reciclável:
- espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Aquecimento custará 1 ano de crescimento ao Brasil

GLOBAL FORUM AMÉRICA LATINA
Fonte: Folha de S. Paulo, por Rafael Garcia



Em 2050, cada cidadão brasileiro perderá de R$ 534 e R$ 1.600 de sua renda anual por causa da mudança climática, indica um estudo feito por 11 instituições de pesquisa. A redução no PIB nacional será de 0,5% a 2,3%, o equivalente a perder um ano de crescimento.

O trabalho, divulgado nesta terça-feira (24), mostra que Norte e Nordeste tendem a ser mais afetados pelo aquecimento global daqui a quatro décadas, e que o aumento das desigualdades sociais e regionais será o legado mais cruel da crise do clima no país.

Coordenado pelos economistas Jacques Marcovitch, da USP, Sérgio Margulis, do Banco Mundial, e Carolina Dubeux, da Coppe/UFRJ, com financiamento do governo britânico, o estudo "Economia do Clima" pôs o problema em perspectiva nacional pela primeira vez.

Ele é inspirado no Relatório Stern, o primeiro grande cálculo do impacto da mudança climática na economia global, feito em 2006.

Para chegar aos valores finais, os pesquisadores aglutinaram estimativas de perdas econômicas como a da agropecuária, que sofrerá mais com secas, e das áreas costeiras, que sofrerão mais com ressacas e o aumento do nível do mar.

O trabalho simula dois cenários de crescimento econômico para Brasil: um baseado em uma economia "limpa", que respeita o ambiente e emite menos CO2, e outro em uma economia suja. O resultado mostra uma solução para o problema expresso há pouco pelo presidente Lula, de que a crise do clima se deve ao fato de que "o mundo é redondo".

"Se o Brasil fizer um esforço muito grande para reduzir a emissão dos gases do efeito-estufa, mas os outros países não fizerem nada, o clima vai mudar aqui de um jeito ou de outro", explica Dubeux. "Só a totalidade dos países pode mitigar a mudança do clima."

Contudo, se o Brasil adotar uma economia mais limpa, sairá ganhando de um jeito ou de outro, pois o modelo ecologicamente correto também é economicamente mais robusto. "O recado é que existe espaço para crescer limpo e crescer firmemente", diz Margulis.

A diferença entre os dois modelos é que o limpo prevê uma ação mais eficiente para conter o desmate, mais investimento em transporte público em detrimento do individual, adoção de uma matriz energética com menos termelétricas, adoção de processos industriais ambientalmente corretos, mais transporte ferroviário de carga contra caminhões e outras medidas.

Foi estipulado também um investimento maior em educação. "É um jeito de simular que a população passa a ter uma maior consciência ambiental", explica o economista.

Na projeção feita pelos pesquisadores, o PIB do país em 2050 seria de R$ 15,2 trilhões, no cenário sujo, contra R$ 15,6 trilhões no cenário limpo. Essa diferença tende a se ampliar muito na segunda metade do século, mas fazer previsões para depois disso envolve muita incerteza, e os cientistas trataram de apenas alguns aspectos nesse segundo período.

Sofrimento desigual

Um dos problemas mais claros é o estresse hídrico, que afeta tanto a agropecuária quanto a geração de eletricidade, principalmente no Nordeste. Nessa região, a bacia do rio Parnaíba, com importantes hidrelétricas, pode perder 90% da vazão até 2100. A capacidade de pastoreio do gado de corte na região pode cair em 25%.

Segundo Margulis, a desigualdade entre regiões no impacto da mudança climática tende a ser agravada por uma desigualdade entre setores. Enquanto a agricultura deve sofrer muito, sobretudo no Centro-Oeste, o setor de serviços -bancos, principalmente- não perderia quase nada.

O novo estudo traça também um panorama das oportunidades em investimentos que ajudem o país a se adaptar à mudança do clima e a minimizar suas emissões de gases-estufa.

Neste segundo item, como esperado, o combate ao desmatamento ganha papel crucial. Segundo Margulis, se pecuaristas na Amazônia recebessem apenas US$ 3 por tonelada de carbono que o desmatamento emite ao abrir pastos, derrubar árvores já não traria compensações para o agronegócio.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Novas Perpectivas

Reportagem sobre "Construção Sustentável" de Giuliana Capello
Revista Arquitetura e Construção - Outubro/2010

Materiais convencionais e baixa tecnologia pode virar passado nas moradias populares brasileiras graças à atuação de alguns estados, além da Caixa Econômica Federal e do programa Minha Casa Minha Vida. São Paulo lidera as frentes de ação. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) firmou protocolos de cooperação técnica com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), e deve lançar em breve um plano estadual. No que diz respeito à qualidade arquitetônica, a CDHU e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) divulgaram no mês passado o resultado do concurso Habitação para Todos. "Os premiados poderão ter seus projetos contratados e isso irá incentivar novas tipologias para casas populares sustentáveis", diz Gil Scatena, assessor da Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo. Na categoria edifícios de seis e sete pavimentos, a idéia vencedora é do escritório paulista Estúdio América, em parceria com o colombiano Daniel Bonilla. "Partimos do princípio de que esses conjuntos não devem isolar-se da cidade", ressalta o arquiteto Mario Figueroa, um dos autores da proposta.

sábado, 16 de outubro de 2010

SP é o 1º Estado a aprovar meta de mudança climática

Fonte: Conselho Brasileiro de Construção Sustentável
Texto prevê reduzir emissões de CO2 em 20%; projeto segue para sanção.
Afra Balazina e Alexandre Gonçalves

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou ontem à noite a Política Estadual de Mudanças Climáticas. A lei prevê que o Estado reduza em 20% suas emissões de gás carbônico (CO2) até 2020, em relação aos níveis de 2005. A cada cinco anos, até 2020, o governo poderá fixar metas intermediárias para atingir o objetivo. O projeto segue para sanção do governador José Serra (PSDB).

Essa é a primeira lei estadual com meta de corte de gases de efeito estufa aprovada no País. A lei municipal de mudança climática, aprovada em junho na capital paulista, tem meta mais ambiciosa: cortar, até 2012, em 30% as emissões de gases-estufa, em relação aos valores verificados em inventário concluído em 2005.

O secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, considerou a aprovação uma vitória e ressaltou que houve oposição do setor industrial à lei, em razão da imposição do corte de CO2, principal gás causador do aquecimento global. Para ele, o Estado saiu na frente dos demais e do governo federal na questão e pode agora ser "copiado". "Agora São Paulo tem uma lei moderna, com compromissos. O Estado não tem medo da agenda de mudança do clima. Entendemos o desafio como oportunidade para construir uma economia verde."

O maior foco do governo para a redução das emissões será o setor de transporte. A lei prevê, por exemplo, a adoção de metas para a implantação de rede metroferroviária, de corredores de ônibus e de um bilhete único para incentivar o uso do transporte público.

O deputado estadual Vaz de Lima (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa, acredita que o Estado dá um exemplo para o Brasil de como atacar de forma efetiva o problema das emissões. "São Paulo vai levar essa experiência para Copenhague no início de dezembro", afirma Vaz de Lima. Lá acontecerá a conferência do clima da ONU, na qual os países industrializados precisam definir que metas de redução de emissão de gases de efeito estufa adotarão a partir de 2013. Países em desenvolvimento, como o Brasil, não precisam ter metas obrigatórias, mas devem agir para alterar a curva de crescimento das emissões.

A lei estadual também estipula que sejam adotadas metas de eficiência para os diversos setores da economia e que, a cada cinco anos, seja publicado um inventário de emissões discriminado por fontes de emissão. O primeiro deverá ser comunicado até dezembro de 2010.

CONVERSA MOLE

O deputado estadual Adriano Diogo (PT), que já foi secretário municipal do Meio Ambiente em São Paulo, chamou a legislação de clima do Estado de "lei chuchu". "É incolor, inodora e insípida - e muito vaga. Não fala na queima da palha da cana e não acena com a implantação da inspeção veicular nem com a redução da poluição dos combustíveis." Para ele, a lei não passa de "conversa mole". Em sua avaliação, pelo fato de o Estado ainda não ter inventário e não sabe quanto é sua emissão, a meta é vazia.

AÇOES PREVENTIVAS

Meta: Reduzir em 20% as emissões de CO2, relativas a 2005, em 2020. O Executivo pode fixar metas intermediárias a cada cinco anos

Inventário: O Estado deve publicar um inventário das emissões de gases-estufa em dezembro de 2010, que vai nortear as metas

Transporte: Um plano de transporte sustentável deve ser apresentado em até um ano

Licitação: Deve ser organizado um modelo de licitação pública sustentável em até um ano

Adaptação: Deve ser elaborado um plano participativo de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, contemplando catástrofes de origem climática, em até dois anos

Carros: O Estado tornará públicos, em até seis meses, os dados sobre emissões de gases-estufa e outros poluentes dos veículos homologados pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve)

Zoneamento: O governo tem até dois anos para implantar o Zoneamento Econômico Ecológico

Lixo que vira energia

Unaí (MG) experimenta com sucesso a transformação de resíduos em combustível e prevê queimar 100% da coleta diária até 2012



Fonte: Instituto AKATU

Quase tudo vira lixo, e o lixo vira o quê? Com a recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), grande parte do material jogado fora poderá ser queimado como combustível e se tornar uma nova fonte de energia para o país. Atualmente, o Brasil produz 183,5 mil toneladas de lixo por dia e ainda não dispõe de tecnologia em larga escala para transformar esse lixo em energia elétrica.

Mas a cidade mineira de Unaí já vem experimentando com sucesso o uso do lixo na geração de energia e, até o fim de 2011, deve queimar 100% do lixo coletado diariamente, acabando com o aterro sanitário local.

Pelo Projeto Natureza Limpa, a prefeitura implantou em parceria com um empresário local uma miniusina de carbonização do lixo. O processo ainda não produz energia elétrica, mas transforma o lixo em combustível para as siderúrgicas do Estado e matéria prima para indústrias químicas.

Na miniusina de Unaí, o lixo é depositado em um forno, sem nenhuma separação. O material orgânico e outros combustíveis como plástico viram carvão; produtos de origem mineral não combustível, como vidro, permanecem intactos. Cerca de 90% do material carbonizado são vendidos a siderúrgicas mineiras, e os 10% restantes são usados na fornalha da própria usina. Já os materiais que ficam intactos seguem para a reciclagem.

O chamado chorume, aquele líquido escuro e espesso que sai do lixo se transforma em vapor no forno, mas não volta a poluir o ar. Esse vapor é canalizado para um destilador que expele apenas água e oxigênio. No destilador o vapor de chorume é transformado em quatro subprodutos: óleo vegetal, alcatrão, lignina e água ácida, usados na produção de biodiesel, cosméticos, abrasivos, entre outros.

O sistema mineiro já recebeu a licença ambiental e pode se tornar uma boa opção para fechar os lixões de todo o país. Esse tipo de depósito de lixo não tem nenhum tratamento ambiental e polui ar, água, solo, subsolo e o lençol freático. A Política Nacional de Resíduos Sólidos obriga os municípios a acabarem com os lixões em até quatro anos.

Sérgio Guerreiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Conselho de Pesquisa em Tecnologia de Geração de Energia a Partir de Resíduos (WTERT Brasil), diz que a experiência na Comunidade Europeia deu certo. Em 2009, 60 milhões de toneladas de lixo foram incineradas na Europa.

domingo, 10 de outubro de 2010

10.10.10

A Data 10/10/10 da Humanidade com o Destino é um convite mundial para começar uma nova era de cura planetária, comunidade global e parceria co-criativa com toda a Vida. No poderoso local do National Mall, em Washington, o 10/10/10 convida a Humanidade a começar a nova era, unindo-se para fazer uma visível demonstração histórica e profunda da vontade coletiva em formar a Família Fundadora do Novo Mundo.

Quando fazemos uma pausa por um momento em silêncio...

Quando fazemos a Declaração da Interdependência....

Quando nos declaramos a Família Fundadora do Novo Mundo...

Quando encorajamos a todos para que saibam fazer o mesmo...

Tornamo-nos uma gota que faz inúmeras ondulações...

Isto cria o Novo Mundo.

AJAM – Quanto um maior número de nós nos declararmos como a Família Fundadora – apresentando-se no dia 10/10/10, no Lincoln Memorial, em Washington, em eventos ao redor do mundo, ou até virtualmente - mais visível se torna a nossa disponibilidade coletiva de criar o Novo Mundo. Não é o momento?

Quem somos: 10/10/10. A Data da Humanidade com o Destino é organizada pelo Poder do Um, uma organização de caridade, em colaboração com uma família fundadora de pessoas e de organizações que estão se declarando prontas para co-criar o Novo Mundo. Nossa Missão é inspirar e permitir a ação integrada pelas pessoas e organizações em direção a transformação de uma sociedade global sustentável e pacífica. Atraindo ciências avançadas e a consciência coletiva, desenvolvemos iniciativas, parcerias e colaborações que estimulam a criatividade, o empreendedorismo e modelos inovadores no setor financeiro e nos negócios, a serviço do todo.

Direitos Autorais 2010 Patrícia Diane Cota-Robles
Patrícia Diane Cota-Robles
New Age Study of Humanity's Purpose, Inc.
a 501 (c) nonprofit educational organization
http://eraofpeace.org

domingo, 26 de setembro de 2010

Casal investe em casa ecológica em cidade industrial

Publicado por Moderador da Comunidade Banco do Planeta - ECOCONSTRUÇÃO



Vera Scekic e Robert Osborne, arquitetos, investiram suas economias para construir uma casa ecoeficiente, capaz de receber a rígida certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design - Liderança em Design de Eficiência Energética e Ambiental, em tradução livre) na cidade industrial de Racine, EUA.

Após um ano de planejamento e dois de construção ganharam destaque no New York Times com uma moradia moderna, feita com vigas de aço expostas, paredes revestidas com Biofam (formado por sobras agrícolas) e amplas janelas de vidro. Cuidados precisos com ventilação e iluminação naturais, geração de energia e gestão das águas utilizadas integraram o pacote, assim como piso permeável, para minimizar enxurradas e sua conseqüente erosão.

O casal priorizou comprar materiais locais e contratar mão-de-obra da vizinhança. “Toda milha não percorrida conta”, explicou Robert.

A casa ganhou um sofisticado sistema de climatização geotérmico, que leva o ar por baixo da terra por tubos, onde ele se aquece ou se resfria, conforme a temperatura exterior. A energia solar aquece a água e um sistema separado com uma placa no telhado e outra no quintal produz eletricidade. Parte das águas pluviais são captadas em tanques para uso no jardim.

A fachada conta com múltiplas camadas, feita com folhas de MDF, uma placa de concreto, painéis fotovoltaicos e uma membrana respirável, para evitar o acúmulo de calor.

Tornando a sua próxima compra sustentável

Por Fabio Feldmann (*) - Terra Magazine


Em 07/2007 ocorreu uma reunião na Fundação Getúlio Vargas sobre Construção Sustentável na Cidade de São Paulo, promovido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo (SVMA), ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade e pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da própria Fundação (GVces).
O número de pessoas inscritas para o evento foi tão grande que os organizadores tiveram que colocar as pressas um telão para atender a surpreendente demanda.

O que isso significa?

Basicamente é necessário compreender que existe efetivamente na sociedade uma vontade de se encontrar alternativas para os problemas socioambientais da vida contemporânea, refletindo essa demanda na busca de soluções do que se denomina consumo sustentável, isto é, de um lado a oferta de bens e serviços com menor impacto no meio ambiente, e, de outro, que simultaneamente atendam critérios sociais. Em outras palavras, estamos nos referindo à madeira certificada, eletrodomésticos com baixo consumo de energia, tintas sem produtos tóxicos, computadores e aparelhos celulares com projetos de utilização de seus componentes pós-consumo, papel reciclado, enfim, objetos frugais do cotidiano que venham e possam atender a equação da sustentabilidade, além daqueles elementos básicos da nossa alimentação que hoje constituem um dos itens mais preocupantes da agenda ambiental global, uma vez que o setor agropecuário é um dos principais consumidores dos recursos naturais do planeta.

Vale lembrar que um dos marcos importantes do movimento ambientalista contemporâneo foi o lançamento do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, na qual se questionou pela primeira vez o papel dos pesticidas na indústria norte americana. Hoje se constata que os consumidores de maneira geral têm uma consciência clara de que o consumo tem grande impacto no seu bem-estar pessoal, afetando inclusive sua longevidade.

Assim sendo, as decisões relativas ao consumo passaram nas últimas décadas a refletir opções de natureza política, na acepção mais positiva da palavra. Representando essa tendência, há uma migração importante da política tradicional para novos atores sociais, uma vez que os agentes políticos tradicionais não conseguem mais atender as novas demandas da sociedade. Isto não quer dizer que se está abrindo mão da democracia tradicional, ou seja, a representação política nos parlamentos através de eleições, mas sim um processo complementar diante de uma sociedade cada vez mais complexa. Toda vez que vemos alguém vestindo uma camiseta da SOS Mata Atlântica ou de qualquer outra ONG, o que se está fazendo é uma manifestação em favor de uma causa, num mundo em que o cidadão tem dificuldades em ver as suas opções políticas acolhidas na forma e intensidade que as julga merecedoras e necessárias.

Do ponto de vista prático, de efetividade, acredito que a politização do consumo trará benefícios muito claros para o interesse público, à medida que obrigará em última instância o setor empresarial, responsável pela oferta de bens e serviços, a internalizar em sua agenda as demandas do consumidor - estas não mais entendidas exclusivamente como sendo da utilidade última dos bens - incluindo o caráter simbólico do consumo na sociedade de hoje. Por esta razão, iniciativas importantes têm ocorrido no mundo e no Brasil, a exemplo da idéia da construção civil sustentável.

Recente relatório do PNUMA (Buildings and Climate Change - Status, Challenge and Opportunities) demonstrou que edifícios que levam em consideração a eficiência energética podem consumir muito menos energia do que seus similares que não incorporam esta preocupação, o que traz concretamente uma importante constatação: quanto menos energia no uso dos mesmos, menor a necessidade de ampliação ou manutenção da infra-estrutura de energia, ou seja, menos hidroelétricas, usinas nucleares, enfim, menor impacto na natureza.

O mesmo raciocínio se aplica na construção dos mesmos, valendo lembrar o exemplo da areia: a maior parte desse insumo utilizado no país é originária de extração ilegal, deixando de observar a legislação ambiental que exige a recuperação das áreas após o seu esgotamento, de modo que temos como legado enormes cavas a céu aberto, com problemas sérios do ponto de vista da utilização dessas áreas após seu uso.

A idéia da sustentabilidade nesses casos parte do engajamento dos participantes da cadeia produtiva, num processo de negociação permanente, que assegura ao consumidor final o atendimento de certos critérios básicos, que tendem a se tornar cada vez mais rigorosos. No caso da areia, o primeiro requisito a ser exigido pelas construtoras ou adquirentes do insumo deveria ser a legalidade da extração, de modo que com isso aqueles fornecedores que descumprem a legislação estariam excluídos do mercado por força dele mesmo, reforçando assim a ação das autoridades ambientais que notoriamente são incapazes de garantir o cumprimento da lei.

Vamos citar o caso de São Paulo, um dos estados com melhor aparato governamental: a Polícia Ambiental possui dois mil e duzentos policiais militares para fiscalizar os seiscentos e quarenta e cinco municípios paulistas, o que significaria numa conta aritmética menos que quatro policiais por município. Levando-se em conta que o turno médio de trabalho equivale a oito horas, teríamos praticamente um policial ambiental por município, o que evidentemente demonstra a necessidade de estratégias inovadoras para que o uso dos recursos naturais e a conservação ambiental sejam feitos num patamar aceitável, já que num país com os índices de violência que conhecemos torna-se inviável politicamente aumentar o contingente de policiais militares alocados na Polícia Ambiental.

No Brasil, sob liderança do empresário Marcelo Takaoka e dos Professores da Faculdade Politécnica da USP Vanderley John e Orestes Gonçalves, foi criada recentemente uma entidade denominada Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (www.cbcs.org.br), cujos objetivos são, dentre outros, produzir referências técnicas de sustentabilidade e desenvolver metodologias para avaliação da sustentabilidade de serviços e empreendimentos. Embora sediado no Brasil, tal Conselho está se articulando com iniciativas similares no mundo, uma vez que na sociedade globalizada certos padrões tendem a se universalizar positivamente. Tal interação é extremamente importante pelo simples fato de que os mesmos tendem a se transformar num importante fator de pressão sobre os agentes econômicos, valendo citar a pressão exercida sobre marcas importantes no caso de utilização de mão-de-obra infantil ou mesmo escrava.

A importância das construções sustentáveis se denota também através de seu crescente destaque na mídia (vide, mais recentemente, duas publicações da Folha de São Paulo: Construção e decoração verde tipo importação e Por que eles são mais verdes?). Voltando aos exemplos, bastaria que as principais construtoras brasileiras se recusassem a adquirir "areia ilegal" para que pudéssemos coibir definitivamente a extração ilegal da mesma sem a necessidade de mais dispêndio de recursos públicos e de forma a evitar situações geradoras de corrupção na ponta (cobrança de propina para tolerar as ilegalidades...).

O grande desafio da sustentabilidade em termos de Consumo Sustentável está no desenho dos bens e serviços, isto é, na exigência de que os mesmos sejam projetados e planejados de modo que na etapa pós-consumo possamos atender a demanda de reintroduzí-los no ciclo de mercado, sem ou com a menor necessidade possível de utilização de novas matérias-primas ou agregação de mais energia. Para tanto, o que é importante é a consciência de que o planeta possui limites em termos de uso e exploração de seus recursos naturais e quanto a sua capacidade de absorver poluição.

Se até recentemente a necessidade dessa consciência se colocava basicamente na esfera ética, podemos dizer que com os últimos relatórios da ONU estamos diante de uma situação que exige medidas urgentes e imediatas, vez que as conseqüências da ignorância desses limites estão cada dia mais evidentes no cotidiano de cada um de nós. A lição que transcende o aquecimento global é a idéia da existência de limites para a Humanidade como um todo e para cada um de nós enquanto cidadãos do planeta e consumidores, em última instância, de seus recursos naturais. Assistiremos nos próximos dez anos a construção de processos de certificação que irão possibilitar que as nossas escolhas sejam feitas de acordo com critérios que indiquem menor uso de água, energia, produtos químicos, e simultaneamente respeito a imperativos de justiça social.

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Fabio Feldmann é consultor, advogado, administrador de empresas, secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade e fundador da Fundação SOS Mata Atlântica. Foi deputado federal, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Dirige um escritório de consultoria, que trabalha com questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável.