segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Veja cria calculadora do aquecimento

Para ajudá-lo na tarefa de reduzir cortar suas emissões de CO2, o site da revista VEJA criou a Calculadora do Aquecimento, em parceria com a ONG Iniciativa Verde, que mostra o volume de gás carbônico (CO2) produzido individualmente em tarefas cotidianas e gastos como eletricidade, gás, transporte, viagens aéreas, papel, CDs, DVDs e latas de alumínio

Luiz De França
Veja.com – 11/02/2010

Muito se fala da necessidade inevitável de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global e das suas catastróficas consequências para o mundo. Na última tentativa de se chegar a um consenso sobre o assunto, 192 países se reuniram em Copenhague, em dezembro do ano passado, na 15ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP15). O Brasil se comprometeu com um corte entre 36,1% e 38,9% até 2020. O impasse, no entanto, só deverá ser resolvido no fim deste ano na COP16, no México. E você, já resolveu em quanto poderá cortar suas emissões?

Para ajudar nessa tarefa, VEJA.com criou a Calculadora do Aquecimento, em parceria com a ONG Iniciativa Verde, que mostra o volume de gás carbônico (CO2) produzido individualmente em tarefas cotidianas e gastos como eletricidade, gás, transporte, viagens aéreas, papel, CDs, DVDs e latas de alumínio. "Nós consideramos esses itens básicos e que correspondem por uma boa parte da emissão total de um indivíduo", afirma Francisco Maciel, presidente da Iniciativa Verde. "Para construí-la, nós compilamos os fatores de emissão de CO2, disponibilizados por órgãos como o Ministério de Ciência e Tecnologia, e valores de referências usados em projetos nossos", explica.

A partir desses itens é possível descobrir, por exemplo, que aquela latinha de cerveja, refrigerante ou suco também tem sua parcela de poluição. Para chegar a esse número, a calculadora leva em consideração todo o processo, desde a extração da matéria-prima, da fabricação, transporte e armazenamento da latinha. "Todo esse processo tem sua cota de emissão", acrescenta.

Segundo dados divulgados pela Agência Internacional de Energia (AIE) em 2009, a emissão per capita do Brasil é considerada baixa, de 1,8 tonelada de CO2; bem abaixo da americana, com 19,1 toneladas; da Argentina, com 4,12 toneladas e China, 3,52 toneladas. "Na verdade, esses números não refletem a realidade", avisa Maciel. "A China é o país que mais polui no mundo, mas ao se dividir a poluição deles entre a sua população, que é a maior do planeta, esse número cai consideravelmente", afirma.

Planejamento - Para ele, o objetivo de calculadoras de emissão é evitar erros desse tipo e retratar com maior fidelidade o padrão de consumo de uma população. A partir do momento que uma pessoa sabe quanto polui, fica mais fácil para ela planejar sua redução. Seguir o exemplo brasileiro ou cortar entre 10% e 20% de suas emissões até 2020 vai requerer um esforço de mudança de padrão de consumo. Entre os sacrifícios em prol do planeta estão: eliminar viagens desnecessárias, optar por transporte público ou veículos que poluam menos e diminuir o banho de chuveiro elétrico.

Por motivos óbvios, essa capacidade de redução é maior entre as classes média e alta, que são as que mais consomem. A calculadora também traz o total de árvores necessárias para anular as emissões. "Quem se sentir compelido à fazê-lo, fique à vontade", incentiva Maciel. Quem preferir pode pagar instituições, como a Iniciativa Verde, pelo plantio, manutenção e monitoramento da área florestal a ser restaurada e conservada. "Precisamos lembrar que as conseqüências das ações de quem consome muito são divididas por todos."

Calcule suas emissões

EUA investirá em asfalto solar

O Departamento de Transportes dos EUA anunciou que pretende substituir o asfalto comum das rodovias do país por painéis solares, para reduzir o uso do petróleo e, ainda, produzir energia limpa

Marcia Bindo
Revista Vida Simples – 01/2010

Os raios de Sol que fazem ferver o asfalto das estradas agora podem ter melhor serventia para os motoristas. O Departamento de Transportes dos EUA resolveu investir na criação de painéis solares para substituir a pavimentação das rodovias do país. Além de diminuir o consumo de petróleo, os painéis (de 4m2) concebidos pela empresa Solar Roadways são feitos de material reciclado (vidro, plástico e borracha) e células solares que captam a luz do Sol e a transformam em energia para – literalmente – iluminar a pista. Com luzes de led embutidas (como o protótipo acima), eles vão funcionar como um sistema inteligente para indicar as faixas de sinalização e até alertas sobre o que o motorista deve encontrar à frente – se há obras, curvas acentuadas ou as condições das estradas. “A energia captada fica armazenada por bastante tempo nas células e ajuda a derreter as camadas de neve que se formam sobre as estradas em dias de frio intenso”, afirma Scott Brusaw, criador do projeto. Os painéis ainda estão sendo testados, mas, se tiverem bons resultados, a ideia é substituir todas as vias americanas pelo “asfalto solar”. “Como cada painel produz cerca de 7 kW de energia por hora, se cobrirmos todo o nosso sistema viário, podemos suprir a necessidade energética de todos os Estados Unidos sem depender de outras fontes de energia nem causar impacto no planeta”, diz Brusaw. Sem dúvida, é mesmo um ótimo caminho para seguir.

Energia Eólica para Residências

Cientistas da Universidade de Delft, na Holanda, criaram uma turbina eólica pequena, silenciosa, ideal para espaços urbanos. A "turby' reduz em 2/3 a conta de energia elétrica, funciona com ventos vindos de qualquer direção e já está em teste em cidades daquele país. A partir do ano que vem, será oferecida também ao mercado internacional.
Um vídeo da Discovery mostra como ela funciona

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CICI2010 – Conferência Internacional de Cidades Inovadoras

Conferência discute ações para cidades mais sustentáveis






De 10 a 13 de março, a CICI2010 – Conferência Internacional de Cidades Inovadoras discutirá, em Curitiba, ações que promovam a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico e social nos municípios. Inscrições abertas

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 17/02/2010


Uma nação se torna mais sustentável a partir da transformação de suas cidades. Essa é a ideia sustentada pela Fiep – Federação das Indústrias do Estado do Paraná, que está promovendo a CICI2010 – Conferência Internacional de Cidades Inovadoras.

Sediado em Curitiba, entre os dias 10 e 13 de março, o evento receberá especialistas de todo o mundo para debater ações sustentáveis na área de mobilidade e planejamento urbano para transformar as cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento sustentável.

Cada dia de Conferência terá um tema especial, que será debatido nas palestras e demais atividades realizadas no evento. São eles:
– “O Reflorescimento das Cidades”, que apresentará inovações sociais e tecnológicas para a construção de municípios mais sustentáveis;
– “A Reinvenção do Governo a partir das Cidades”, que discutirá novas formas de gestão e políticas públicas;
– “A Governança do Desenvolvimento nas Cidades”, sobre desenvolvimento local, baseado em aspectos sustentáveis
– e “Cidade-rede e Redes de Cidades”, que pretende formar uma Rede de Cidades Inovadoras para o intercâmbio de informações em todo o mundo.

No evento, ainda será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que quer transformar a cidade e sua região metropolitana em um exemplo de inovação e educação para todo o país.

A programação completa está disponível no site do evento. Os interessados em participar podem se inscrever aqui.

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras
Data: de 10 a 13 de março
Local: Centro de Eventos da Fiep
Endereço: Av. Comendador Franco, nº1341, Jardim Botânico - Curitiba / PR
Mais informações no site do evento

*Conferência Internacional de Cidades Inovadoras

Calçada permeável

O arquiteto paisagista Luiz Portugal virou fã de pisos intertravados- drenantes (saiba mais no boxe acima). "É uma maravilha, pois eles absorvem parte da água da chuva e não geram entulho na colocação", detalha o profissional, que nesta calçada, de 1,20 m, escolheu um modelo feito de massa cimentícia com agregados de mármore e granito (da Braston, 84 reais o m²). Para garantir uma superfície plana e contínua por anos e anos, Luiz também foi cauteloso ao projetar canteiros com espécies de raízes curtas, como moreias e ipê-amarelo ou grama esmeralda.
Por que usar piso drenante
Cobertas de asfalto, as cidades se tornaram impermeáveis, cabendo aos bueiros receber toda a água da chuva. Não raro, eles não aguentam o fluxo intenso e transbordam, alagando ruas e avenidas. Dispostos a atenuar essa situação, arquitetos e paisagistas decidiram valorizar o solo vivo, dispensando mantas de impermeabilização (quando não há garagem no subsolo). Em seu lugar, eles dispõem um compacto mix de camadas com pedras, pedriscos, manta de drenagem e areia e aplicam na superfície pisograma ou placa com microporos. É essa dupla combinação que cria uma calçada drenante.

Juliana Tourrucôo
Revista Casa Claudia – 12/2009

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Lixo inglês rendeu multa para brasileiro

Fonte: Planeta Sustentável

Em julho de 2009, o Ibama descobriu 91 containers lotados de lixo doméstico, que foram exportados da Grã-Bretanha direto para os portos brasileiros. A história indignou a todos! Depois de muita pressão – e com a ajuda da ONU –, o MMA e o Ibama conseguiram multar a transportadora brasileira e reenviar o lixo ao Reino Unido.

Na época, por falta de informações, o governo britânico assumiu a culpa, mas prometeu abrir uma investigação para descobrir os verdadeiros responsáveis pelo crime ambiental – que, inclusive, já fez outras vítimas, sobretudo nos países africanos. E parece que foi isso mesmo que aconteceu: pelo menos, o governo britânico alega que já encontrou os culpados, mas não revela nomes ou datas para os responsáveis serem indiciados.

Por enquanto, o que está ‘pegando fogo’ nessa história toda é a briga judicial entre a MSC – transportadora que foi multada pelo Ibama, em 2009 – e a Worldwide Biorecyclables, empresa que contratou os serviços da exportadora e é comandada por um brasileiro, o empresário Júlio César da Costa.

A MSC entrou na Justiça britânica para repassar a multa que recebeu do Ibama para a Worldwide Biorecyclables e ganhou a causa. Júlio César da Costa terá que pagar cerca de 735 mil libras – o equivalente a R$ 2,1 milhões – para a transportadora.

Apesar disso, o brasileiro alega que não é culpado e só perdeu a causa porque não foi avisado a tempo de recorrer. Será? A história toda já indignou a todos. Descobrir que um brasileiro foi um dos culpados por jogar um monte de lixo (dos outros!) no nosso país só pioraria tudo...

Campo Grande constrói casa mais eficiente

As obras de construção da primeira casa sustentável de Campo Grande já estão em estágio avançado. Foram erguidas as paredes – feitas com tijolos de RCD, resíduos da construção civil e demolição -, e finalizados o contra-piso – a matéria-prima é de concreto com raspas de pneus-, o madeiramento e a cobertura, com telhas também de RCD.
“A idéia do projeto da casa é mostrar soluções sustentáveis, e motivar as empresas a utilizarem outras técnicas construtivas que levem em conta a preservação do meio ambiente”, explica o arquiteto da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Júlio Lima Vera. A residência tem cerca de 31 metros quadrados e foi projetada nos moldes de uma casa popular da Emha (Agência Municipal de Habitação).

A Semadur ainda não contabilizou os custos totais do projeto para fazer um comparativo entre a construção convencional e a sustentável. “Queremos aliar economia à solução sustentável”, revela Júlio.

A edificação terá sistemas de reaproveitamento da água da chuva e aquecimento solar. Com o emprego de tecnologias alternativas a prefeitura busca amenizar os impactos ambientais causados pelo setor da construção civil, considerado um grande consumidor de energia e de recursos naturais.

A casa modelo, que estará aberta à visitação pública, está sendo construída no bairro Carandá Bosque I, próximo à nascente do córrego Sóter. A Semadur pretende também utilizar a residência como ferramenta para trabalhos de educação ambiental.

Fonte: Midiamax - O Jornal Eletrônico do Mato Grosso do Sul

Jeans velhos dão ótimo revestimento térmico e acústico

Nos Estados Unidos, uma empresa está fabricando revestimento termoacústico a partir de roupas jeans velhas. O jeans tem uma fibra de algodão de qualidade e o resultado é macio, anti-tóxico e tem um desempenho superior ao das fibras sintéticas na absorção de sons e na regulagem interna da temperatura de uma casa.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Você faz a sua parte?

por Ana Luiza Silveira | 28/01/2010 - MSN VERDE

Só reclamar não adianta. Nós todos precisamos fazer um mundo melhor!

Colaborar para uma vida melhor no nosso planeta vai muito além de preservar a natureza. Respeito, solidariedade, educação, amizade, cidadania e criatividade também integram um conjunto de ações que fazem toda a diferença no convívio da humanidade. O Bolsa de Mulher conversou com algumas leitoras e descobriu o que elas fazem para deixar sua marca no mundo.

Veja Comentários em MSN Mulher

Projeto ecocaixas

Fonte: FUNDAÇÃO VERDE


Se você separasse o lixo em casa, os profissionais da reciclagem não precisariam estar neste local imundo, garimpando no meio de comida, papel higiênico, fralda descartávei, absorvente íntimo o material para reciclar, para ganhar um salário honesto.

A sua preguiça, que ao jogar o lixo todo misturado e esquecer que gerou este lixo é uma afronta à dignidade humana e um crime contra a humanidade e o planeta ao desperdiçar valiosos recursos naturais, jogando no lixão o que poderia voltar ao ciclo de produção.

É assustador ver esta grande área que poderia ser poupada para plantar comida para os seres do amanhã sendo contaminada pelo lixo.

Como exemplo, Maringá tem 350 mil habitantes e gera 320 toneladas de lixo por dia e 40% disso é reciclável, então, o que leva você a jogar este tesouro no lixo?

Quando será que você assumirá a sua parcela na culpa pela devastação do planeta?

Quando você perceberá que o ato de separar materiais recicláveis é uma obrigação individual?

Quando você disponibiliza material reciclável aos profissionais da reciclagem você aumenta a renda deles, e ao aumentar a renda melhora a qualidade de vida deles e ao invés de eles sobreviveren estarão vivendo e ao melhorar a renda você diminui o número de filhos que estas pessoas põe no mundo, esta é uma verdade incontestável. Com menos seres humanos sobre o planeta diminui a pressão sobre os recursos naturais utilizados para estas pessoas viverem.

Então, que diabos você está esperando para agir?

Até quando você se comportará como um zumbi em frente às televisões assistindo novelas, chorando por dramas alheios enquanto nosso planeta agoniza?

Pelo jeito vai ter que ser na base do chute na bunda, da multa, já que a sensibilização com o social e o ambiental não atingem você.

Agora eu lhe pergunto, veja esta mulher na foto, e se fosse você? Você gostaria de chafurdar no meio da sujeira para conseguir material para seu sustento?

Claro que não, você preferiria que o material fosse pego em frente às casas, separado, lavado.

Então … acorde ser humano, prove que você merece viver neste século.

A lanchonete do planeta fechou, não tem mais almoço grátis, agora está na hora de pagar a conta pelo seu consumismo desenfreado e inconsequente.

Na CBN esta semana alguém comentou que o mundo estará bem melhor dentro de uma ou duas décadas, porque os dinossauros consumistas terão morrido. É isso que você quer? Ter que morrer para o mundo melhorar? acorde desse sono profundo, pare de imaginar que os recursos naturais são infinitos e faça sua parte.

Você está parecendo o Brasil, deitado eternamente em berço explêndido, acorde, aja, mude, enquadre-se neste século. isto é … se você quiser merecer viver neste século.