segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nova Délhi baniu as sacolas plásticas

De acordo com uma matéria do jornal The Guardian Nova Délhi, na Índia, baniu as sacolas plásticas. A nota oficial do governo diz que o uso, armazenamento ou venda das sacolas plásticas são proibidos. Quem não cumprir a nova lei pode levar uma multa de até 100 mil rúpias indianas (aproximadamente 4,5 mil reais) ou até ir preso.

Segundo o blog Faça Sua Parte, as autoridades locais foram convencidas pelos ambientalistas de que as sacolas plásticas entupiam os esgotos e assim criavam ambientes propícios para a proliferação de mosquitos da malária e da dengue.

Para conscientizar a população, a National Geograhic lançou uma campanha chamada “Ban The Bag” contra os sacos plásticos e a favor da utilização de sacolas biodegradáveis. Criado pela JWT New Delhi, o comercial conta a história de um mágico e as suas diversas tentativas de fazer uma sacola plástica desaparecer. Confira abaixo.

FUNVERDE - FUNDAÇÃO VERDE
Fonte – Gerador de Conteúdo de 26 de janeiro de 2010

Pelo Mundo

Em Jacarta, capital da Indonésia, 27 postos de combustível serão transformados em 10,5 mil m2 de áreas verdes. A idéia, aprovada pela prefeitura no fim do ano passado, é parte de um plano que pretende estabelecer a vegetação na cidade e, ao mesmo tempo, combater as enchentes.

Fonte: Casa Claudia - Fevereiro / 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O lixo que você não vê

PLANETA NO PARQUE 2010

Quantas vezes você joga lixo em uma lixeira escura e se esquece dele na mesma hora? Parece mágica, mas não é. O lixo não desaparece como se a lixeira fosse um buraco negro. Dali ele vai parar em aterros sanitários e mesmo em lixões. Isso quando a lixeira não sofre vandalismo e os resíduos acabam poluindo rios e contaminando o solo.

Para estimular todos os participantes do Planeta no Parque a se lembrar de que precisamos reduzir a quantidade de lixo que produzimos e reciclar o máximo possível, duas lixeiras gigantes, transparentes, foram colocadas em um local bem visível na Marquise do Ibirapuera.

Veja a quantidade de material depositada ali ao longo dos quatro dias de evento. A imagem do impacto de nossos resíduos sobre a natureza tem que permanecer em mente.




Paredes e terraços verdes


Agora é pra valer. Faz tempo que ambientalistas sugerem que plantemos jardins nas paredes e no terraço de nossos prédios, mas nos últimos tempos a prática tem ganho força. E tem motivo para isso. A cobertura vegetal ajuda a manter a temperatura de um prédio em um nível agradável – resfria o ambiente quando lá fora está quente e armazena calor quando faz frio. Plantas também retêm água da chuva, o que aumenta a umidade nas cidades

Rafael Kenski
Revista Superinteressante – 12/2009

Veja quem já aderiu aos jardins suspensos:

CIDADÃOS
Cultivar hortas no terraço é o jeito que nova-iorquinos adotaram para resfriar a temperatura do prédio e aliviar o calor na cidade – estimulados por incentivos financeiros do governo criados em 2008.

GOVERNOS
Toronto, no Canadá, aprovou uma lei que obriga todo prédio que for construído na cidade a ter jardins no terraço, a partir de 2008. Em órgãos e empresas ligadas ao governo, o movimento já começou.

EMPRESAS
O banco americano PNC cobriu uma parede de sua sede em Pittsburgh (foto acima), em setembro, com um jardim de 11 metros de altura. Foi uma estratégia de sustentabilidade e (claro) de marketing.

O vento tem a resposta

As usinas eólicas são as que mais crescem no mundo - mas falta ainda torná-las baratas. No Brasil, o potencial é de dez Itaipus

Débora Chaves
Revista Veja – 30/12/2009

"O pré-sal dos ventos." Foi assim que o brasileiro Bento Koike, 51 anos, proprietário da Tecsis, o segundo maior fabricante mundial de pás para aerogeradores eólicos, com sede em Sorocaba, no interior de São Paulo, definiu o primeiro leilão brasileiro de energia eólica, realizado pelo Ministério de Minas e Energia em meados de dezembro. Foram contratados pelo governo 753 projetos de energia movida a vento, num total de 1 800 megawatts, mais de cinco vezes o volume gerado atualmente no país. Hoje, uma nação pequena como Portugal produz mais força eólica que o Brasil. "A energia dos ventos tem ainda uma vantagem sobre o pré-sal do petróleo: ela está na superfície, não a 5 000 metros de profundidade, é renovável e não acaba nunca", disse Koike a VEJA, ele mesmo finalizando o projeto de uma segunda fábrica para atender à demanda que nascerá depois do leilão.

Por serem uma fonte de energia limpa e inesgotável, as usinas eólicas constituem a modalidade de energia renovável que mais cresce no mundo. A média anual de expansão é de 25%, embora apenas 0,3% do planeta seja movido a vento. No Brasil, ele representa 1,3% da matriz energética. "Mas nosso potencial de ventos é de dez Itaipus", afirma Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia.

No vácuo desse movimento, gigantes como a americana GE chegam ao país. Em janeiro, a empresa começa a fabricar geradores eólicos para atender à novíssima demanda - ainda uma promessa, ressalve-se. "Temos 30 000 pás instaladas no mundo e nenhuma no Brasil, é frustrante", afirma Koike, que acabou de obter um empréstimo de 120 milhões de reais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliar sua capacidade de produção.

O otimismo sopra porque a estimativa da futura capacidade eólica brasileira - essa que pode multiplicar por dez a produção de Itaipu - foi calculada com medições de ventos a 50 metros de altura. Era esse o tamanho das torres com turbinas em 2001, ano em que foi realizado o primeiro Atlas do Potencial Eólico Brasileiro. Hoje, com as turbinas instaladas a 100 metros ou mais do solo, uma edição atualizada do atlas já está sendo feita. Consideradas as prévias de alguns estados - o Rio Grande do Sul, por exemplo, pulou de 9 MW para 100 GW -, a capacidade eólica do Brasil pode mesmo confirmar a previsão de Koike de que estamos vivendo o "pré-sal dos ventos".

O problema ainda é o preço, alto em decorrência dos gastos com instalação, embora o custo operacional seja barato. O valor mais baixo do MWh de vento é de 160 reais, contra 110 reais das usinas hidrelétricas. Ele só não sai mais caro que o do sol (mínimo de 600 reais o MWh). O Brasil entrou no jogo com vinte anos de atraso em relação a outros países, lembra Lauro Fiuza Jr., presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica. Mas há particularidades que podem acelerar o crescimento.

A principal delas é a complementaridade do regime de ventos com o de chuvas, especialmente no Nordeste, onde estão localizadas as maiores jazidas de ventos do país. "As eólicas são o par perfeito para as hidrelétricas porque os ventos são mais fortes justamente no momento em que a hidrologia está mais fraca", diz o engenheiro eletricista e consultor Mário Veiga, autor da metodologia usada para controlar a operação do sistema nacional interligado. "Ou seja, no primeiro semestre, quando os rios estão com vazão plena, os ventos são mais fracos. No segundo semestre, quando surgem até ilhas no Rio Amazonas devido à baixa vazão, os ventos são mais fortes." Esse casamento é ainda mais estratégico porque as grandes hidrelétricas que estão sendo construídas com a tecnologia do fio de água - Belo Monte, Santo Antônio e Jirau - não têm grandes reservatórios, como Itaipu, Tucuruí e Sobradinho, e isso as deixa mais vulneráveis às oscilações da natureza.

As usinas eólicas demoram apenas um ano e meio para ficar prontas, contra três anos das termelétricas e cinco das hidrelétricas. Além disso, em território brasileiro a regularidade dos ventos está entre as melhores do mundo. Some-se outra facilidade: as principais jazidas eólicas localizam-se nos arredores dos grandes centros urbanos. "No exterior, as duas grandes dores de cabeça são o alto custo de transmissão e a oscilação dos ventos, que obriga os países a ter usinas termelétricas de backup para os períodos sem vento", explica Mário Veiga. Estudo feito por ele mostra que a substituição total da energia térmica pela eólica diminui a emissão de gases que provocam o efeito estufa em 10 milhões de toneladas por ano (atualmente o Brasil emite pouco mais de 330 milhões por ano). Não é muita coisa, mas abre-se um caminho.

Nem tudo, porém, gira a favor do vento. Dois promotores de Justiça do Ceará entraram com ações contra duas empresas responsáveis pela construção de parques eólicos. Ambos denunciam a degradação ambiental provocada pelas usinas eólicas nas dunas, além da interferência em aquíferos (formação geológica que armazena água subterrânea), destruição do patrimônio arqueológico, conflitos com pescadores, fixação de dunas móveis e aterramento de lagoas, entre outras irregularidades. As empresas e os órgãos públicos se defendem dizendo que cumpriram ao pé da letra a legislação ambiental. Ou seja, mesmo equipamentos para gerar energia limpa e duradoura não dispensam óbvios cuidados e bom senso na instalação. Outro problema é a poluição visual - na Europa, ela se tornou tema de ativistas, incomodados com o horizonte repleto de imensas torres, espetaculares à primeira vista. As instalações em mar aberto - além de ser movidas por ventos mais fortes - empurram a suposta feiura para longe dos olhos.

Há campanhas, na Inglaterra e na Alemanha, com slogans divertidos como "Ok, but not in my backyard" (Tudo bem, mas não em meu quintal). Os "nimbys", como são conhecidos, representam a versão do século XXI para os manifestantes do século XX contra as usinas nucleares - nada que interrompa, por inexorável, uma previsão do xeque Zaki Yamani, ministro saudita, feita no auge da crise de 1973: "A Idade da Pedra não acabou por falta de pedra, então a idade do petróleo não acabará por falta de petróleo". Antes que isso ocorra, as fontes renováveis de energia ganharão espaço. Mas de nada adiantará trocar umas (as sujas) por outras (as limpas) se não for posta em prática a forma mais rápida, econômica e eficaz de aumentar a oferta de energia com barateamento do preço final ao consumidor: a chamada "eficiência energética", com a adoção de tecnologias, com-por-tamentos sociais e equipamentos que reduzam o desperdício. Mesmo a energia dos ventos, tão celebrada, se desperdiçada, é ruim.

Energia Eólica



A energia eólica é a energia cinética do deslocamentos de massas de ar, gerados pelas diferenças de temperatura na superfície do planeta. Resultado da associação da radiação solar incidente no planeta com o movimento de rotação da terra, fenômenos naturais que se repetem. Por isso é considerada energia renovável.

Beleza Sustentável: a sustentabilidade interna de cada um

Nos dias 10 e 11 de março, o evento Beleza Sustentável, que acontecerá em São Paulo, pretende discutir os cinco tipos de beleza de cada pessoa: mental, emocional, física, espiritual e financeira. As inscrições estão abertas

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 05/02/2010

Considerado o primeiro evento mundial sobre o desenvolvimento integral do ser para a sustentabilidade, o Beleza Sustentável, que acontece entre os dias 10 e 11 de março, na capital paulista, pretende debater o verdadeiro conceito de beleza.

O grande objetivo do evento é oferecer, aos homens e mulheres, informações para que sejam capazes de alcançar, sozinhos, sua sustentabilidade interna. Para isso, os 15 especialistas brasileiros que estarão presentes no Beleza Sustentável ministrarão palestras a respeito dos cinco tipos de beleza que cada um de nós possuímos: a mental, a emocional, a física, a espiritual e a financeira.

Segundo eles, todas essas dimensões do nosso ser devem estar em equilíbrio, para que alcancemos a sustentabilidade interna.

A programação completa do Beleza Sustentável está disponível aqui. Os interessados em participar podem se inscrever pelo Ingresso Rápido ou, ainda, procurar um dos pontos de venda da capital.

Beleza Sustentável
Data: 10 e 11 de março
Horário: das 8h às 18h
Local: HSBC Brasil
Endereço: R. Bragança Paulista, nº 1281, Chácara Santo Antônio - São Paulo/SP
Mais informações no site do evento

ONG Instituto Reciclar - Vídeo

BANCO DO PLANETA: Bruno Höera traz um curioso vídeo da ONG Instituto Reciclar que mostra a desinformação em torno dos desafios ambientais que o Planeta enfrenta.

Quantas camadas de ozônio cobrem a Terra? De que é feita? Um buraco na atmosfera bem em cima da Sé? Protocolo de Quioto? As respostas são surpreendentes. O Instituto alerta: Não dá para esperar soluções de quem mal entende do problema...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

365 Maneiras de Ser Verde

Uma dica sustentável por dia, por Mike Lieberman
A fim de provar que adotar hábitos verdes não exige, necessariamente, mudanças drásticas, o ambientalista Mike Lieberman criou o blog “365 Maneiras de Ser Verde”, em que se comprometeu a postar uma dica sustentável por dia, durante um ano


Rafael Tonon
Revista Vida Simples – 12/2009

O que você vai fazer nos próximos 365 dias do ano que se inicia? Levar a sério a academia, trabalhar menos, se divertir mais, começar um curso de italiano? Cansado de incentivar seus amigos a levarem uma vida mais sustentável e só receber justificativas de que adotar hábitos verdes não era nada prático, o ambientalista Mike Lieberman resolveu criar o blog 365 Maneiras de Ser Verde, em que posta todos os dias uma dica nova – e prática – para mostrar que ajudar o meio ambiente não é tão difícil. “Nada melhor que provar às pessoas que é muito fácil adotar esse tipo de atitude com dicas simples”, diz ele.

Mike ensina a fazer desde compostagem do lixo doméstico a mudas de plantas com embalagem de PET. Já a americana Nina Sankovitch prometeu a si mesma ler um livro por dia. Para seguir o combinado, ela se obrigou a escrever uma resenha de cada umdos 365 títulos lidos em seu blog Nina terminou a odisseia literária (que teve de Saramago a Paul Auster) em novembro. Mas nem pensa em abandonar a leitura. “Só vou ter mais tempo para me dedicar a cada novo livro. Mas vou continuar lendo todo dia.”

Programa Germinar

“Germinar” conta histórias de sucesso de líderes sociais
O livro“Germinar - Histórias de Transformação” mostra profissionais que participaram do Programa Germinar, para capacitação de líderes sociais, e hoje estão engajados em iniciativas de sucesso


Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 26/01/2010

Criado em 2002, o Programa Germinar, desenvolvido pelo Instituto EcoSocial, trabalha com a capacitação de líderes sociais, em mais de 11 estados brasileiros. Mais de 800 pessoas já participaram do projeto, dedicando suas vidas ao desenvolvimentos de pessoas, grupos e organizações sociais.

A fim de incentivar outros tantos cidadãos a fazerem a diferença na sociedade, o Instituto acaba de lançar o livro “Germinar – Histórias de Tranformação”. Idealizada por Silvio Urbano, Paula Sabóia e Adma Garzeri, a obra reúne histórias de dez profissionais do nordeste, sul e sudeste do país, que participaram do Programa e conseguiram “germinar” ações sociais em suas regiões.

Entre os personagens do livro está a pernambucana Macione Gleice Pessoa. Depois de ingressar no Programa Germinar, a nordestina de apenas 26 anos de idade trabalha em uma série de organizações sociais, lutando por mais qualidade de vida na cidade de Gravatá, onde mora. Além disso, Macione trabalha com educação ambiental na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, dando um verdadeiro exemplo social.

Publicada pela Auana Editora, a obra pode ser adquirida por e-mail.

Livro “Germinar – Histórias de Transformação”
Texto: Ana Augusta Rocha
Fotografia: Ricardo Teles
Auana Editora